Tudo o que precisava de saber sobre o mundo do futebol

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Crítica

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Por quanto tempo mais, o futebol português irá pagar, por erros de arbitragem grotescos? Para quando, a profissionalização dos árbitros em Portugal? Estas são duas de muitas outras grandes questões que, são colocadas todos os dias, na mente de muitos jornalistas, adeptos e dirigentes. Porque não formar então, uma academia profissional de arbitragem em Portugal? Seria muito complicado a sua construção? A meu ver, penso que não. Vivemos numa era de "futurologia", ou seja, há que pensar no futuro e não neste presente negro, em que atravessa o futebol português. Será que, se houvesse uma formação contínua em Portugal, a nível de arbitragem, os jogos seriam constantemente alvo de enorme polémica? A continuar com este rumo profissional, só haverá uma coisa a fazer, o intercâmbio entre árbitros profissionais. Esta será talvez, a melhor forma dos árbitros portugueses adquirirem novos métodos de avaliação competitiva. Será também a melhor forma, de serem avaliados, pois tal como acontece nos jogadores, existem árbitros de nível médio e árbitros de nível superior. Porém, para que o futebol português seja competitivo, ao nível dos espectadores, apenas os árbitros de topo poderão competir nos principais escalões do futebol português. Contudo, para que o futebol português, adquira um estatuto competitivo de nível alto, os próprios jogadores terão de mudar a sua forma de estar em campo. Terão que ser mais competitivos. O futebol português precisa de ser mais "futebol" e não de mais poder de decisão dos árbitros.
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Ranking de Treinadores

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Ranking da Semana
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Quique Flores (Sport Lisboa e Benfica)

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Jesualdo Ferreira (Futebol Clube do Porto)

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Manuel Machado (Nacional da Madeira)

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Bolsa de Valores

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No Topo: Cristiano Ronaldo
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Com apenas 23 anos de idade, o português Cristiano Ronaldo, actual jogador do Manchester United, chegou ao topo do futebol mundial. Ao conquistar o prémio de melhor jogador do mundo, em Janeiro de 2009, o já famoso "CR7" conseguiria alcançar todos os prémios a nível individual, nomeadamente a Bola de Ouro, a Bota de Ouro e o FIFA World Player. Sem dúvida, um currículo invejável para um jogador que, ainda não atingiu a sua maturidade futebolística. Conhecido pela sua aparente arrogância e vaidade, Cristiano Ronaldo provou mais uma vez que, o número sete de Manchester é, um dos melhores profissionais da actualidade. Sendo ainda muito jovem, Cristiano Ronaldo tem tudo a seu favor para que, o seu nome no futuro esteja, cada vez mais no topo. A continuar com este profissionalismo e noção de realidade, o "CR7" será sem dúvida, o melhor atleta português de todos os tempos. Para já vale, Cristiano Ronaldo, o melhor jogador do mundo de 2008. Veremos o que o futuro reservará a este jovem prodígio. Desde que assinou pelo Manchester United em 2003, Cristiano Ronaldo apenas tem subido na carreira. Desde que aterrou, em terras de sua Majestade, o "CR7" alcançou nada mais nada menos do que, 41 prémios individuais e 7 a nível de clube. Números espantosos, para um jogador de apenas 23 anos de idade. Embora não tenha conseguido conquistar "ainda" algum título, ao serviço da Selecção Nacional de Portugal, Cristiano Ronaldo tem tudo para bater recordes. Devido a todos estes factos, apenas se poderá dizer uma única palavra. Parabéns.
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No Fundo: Javier Balboa
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Quando foi contratado ao Real Madrid, por uma quantia a rondar os 4 milhões de euros, o "espanhol" Javier Balboa era visto, pelos adeptos do Sport Lisboa e Benfica como, uma das melhores aquisições da época. Pelo seu percurso futebolístico, Balboa era a pessoa indicada, para preencher a lacuna da equipa, no lado direito do ataque "encarnado". Com o empréstimo do norte-americano Freddy Adu ao AS Monaco e, com a irregularidade do argentino Angel Di Maria, o tradicional ala Javier Balboa tinha tudo a seu favor para, alcançar um lugar entre os titulares. Todavia, a realidade tem sido bastante diferente. Não bastava ser criticado pelos seus próprios adeptos, algo sempre muito perturbador para qualquer profissional, como o próprio treinador, o espanhol Quique Flores, perderia a confiança total no jogador, afirmando que o atleta não se encontra motivado para jogar no Sport Lisboa e Benfica, porém, afirmou também que, Balboa tem qualidade para jogar no clube, pois se o teve no Real Madrid, porque não no Benfica. Contudo, Balboa não se pode queixar, de falta de oportunidades. A verdade é que, sempre que jogou... jogou mal e sem qualquer ligação com os seu companheiros, dentro de campo.
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Equipa da Semana

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Equipa da Semana
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Mercado Nacional: Miguel Ângelo

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Dados Pessoais
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Nome: Miguel Ângelo Ferreira de Castro
Data de Nascimento: 10 de Outubro de 1984
Naturalidade: São Sebastião da Pedreira, Portugal
Posição: Defesa-Central
Altura: 1.85 cm
Peso: 76 kg
Clube: Clube Desportivo Trofense
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Clubes
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1998-2002 : Sporting Clube de Portugal (Juniores)
2002-2004 : Sporting Clube de Portugal
2004-2005 : Casa Pia Atlético Clube (Empréstimo)
2005-2006 : Futebol Clube Barreirense (Empréstimo)
2006-2007 : Clube Desportivo Trofense
2007-2008 : Portimonense Sporting Clube
2008-2009 : Clube Desportivo Trofense
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Miguel Ângelo Ferreira de Castro, nascido no dia 10 de Outubro de 1984, em São Sebastião da Pedreira é, neste momento, um dos melhores defesas-centrais, a actuar no principal campeonato de Portugal, nomeadamente ao serviço do Trofense. Formado nas escolas do Sporting Clube de Portugal, Miguel Ângelo começaria a sua carreira desportiva em 1998, com apenas 14 anos de idade, nas camadas jovens do clube de Alvalade. Tendo seguido a sua formação no Sporting, bem como, a sua evolução nas camadas jovens da selecção nacional, Miguel Ângelo conseguiria na temporada de 2002-2003, a sua primeira oportunidade para representar, a equipa principal do Sporting Clube de Portugal. Nas duas temporadas em que esteve em Alvalade, Miguel Ângelo nunca teria a hipótese, de mostrar todo o seu potencial, tendo sido a maior parte das vezes, preterido por jogadores, embora de qualidade inferior, porém, de campeonatos mais competitivos, como é o caso do campeonato brasileiro. Sem espaço no plantel dos "leões", Miguel Ângelo seria emprestado, na temporada de 2004-2005, ao Casa Pia, clube de outro patamar futebolístico. Sem ter feito uma grande época, Miguel Ângelo seria, na época seguinte, novamente emprestado, desta vez ao Barreirense, clube de enorme história, em termos de formação, porém, sem rotinas na mais alta competição em Portugal. Tendo alcançado bons indícios, da sua capacidade no clube do Barreiro, o jovem central estava esperançado, numa nova oportunidade em Alvalade. Contudo, o defesa de 22 anos de idade, não conseguiria despertar algum sinal de interesse, por parte do comando técnico do Sporting, nomeadamente dos técnicos José Peseiro e Paulo Bento. Recusando um novo empréstimo, Miguel Ângelo seria cedido, a título definitivo ao Trofense, clube da segunda divisão portuguesa. No clube da Trofa, o jovem defesa-central, conseguiria mostrar toda a sua qualidade, bem como capacidades técnicas e tácticas, porém, faltáva-lhe a estabilidade competitiva. Na temporada de 2007-2008, Miguel Ângelo voltaria a mudar de ares, desta vez rumando ao sul de Portugal, representando o Portimonense, também ele, a militar no escalão secundário de Portugal. Em Portimão, finalmente Miguel Ângelo conseguiria impôr-se na equipa titular, tendo sido inclusivé, um dos melhores jogadores da equipa, bem como do próprio campeonato, alcançando um total de cinco golos marcados. Devido às suas regulares exibições, o central de 23 anos de idade, estava nos planos de diversos clubes da primeira divisão. Actuando agora na Liga Sagres, Miguel Ângelo decidiria regressar à Trofa, para representar o Trofense. Neste momento, o jovem central é, sem dúvida alguma, um dos bons valores nacionais, a actuar no campeonato português. Um defesa-central seguro, calmo e, de enorme entrega dentro de campo. Uma voz de comando, dentro das quatro linhas. No jogo frente ao Sport Lisboa e Benfica, encontro que manteria os "encarnados" no topo do comando, do campeonato nacional, Miguel Ângelo foi, um tremendo guerreiro dentro de campo, evitando de todas as formas e maneiras, os "milionários" ataques "encarnados". Nesse encontro, o central português, demonstraria toda a sua qualidade, mostrando assim uma enorme realidade. Em Portugal existem de facto, bons jogadores portugueses. Um jogador a observar no futuro, pois a continuar com este rumo competitivo, sem dúvida que, não ficará por muito tempo, a actuar em equipas do fundo da tabela.
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Mercado Internacional: Albín

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Dados Pessoais
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Nome: Juan Ángel Albín Leites
Data de Nascimento: 17 de Julho de 1986
Naturalidade: Salto, Uruguai
Posição: Médio-Ofensivo
Altura: 1.79 cm
Peso: 77 kg
Clube: Getafe Club de Fútbol
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Clubes
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2000-2004 : Club Nacional de Football (Juniores)
2004-2006 : Club Nacional de Football
2006-2009 : Getafe Club de Fútbol
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Juan Ángel Albín Leites, nascido no dia 17 de Julho de 1986 em Salto, Uruguai é, neste momento, um dos grandes talentos do futebol uruguaio, bem como da formação espanhola do Getafe. Albín começaria a sua carreira desportiva, com apenas 14 anos de idade, nas camadas jovens, do Club Nacional de Football, clube de Montevídeo. Após três temporadas de formação no Nacional, Albín estava preparado, para dar o salto, para a equipa principal. Albín estava pronto, para se tornar, um verdadeiro profissional de futebol. Sem qualquer surpresa, o criativo médio-ofensivo, seria um dos jogadores que, iriam formar o plantel do Nacional de Montevídeo, para a temporada de 2003/2004. Nessa temporada, Albín seria um dos jogadores, com mais utilização, sendo um dos responsáveis pela, conquista do Torneio Apertura no ano de 2003. Tendo sido uma das grandes revelações do campeonato, Albín começaria a época de 2004/2005, com o pensamento, em mais conquistas. Algo que não fugiria da realidade, pois a equipa do Nacional, conseguiria mais uma vez, conquistar o Torneio Apertura em 2004, bem como, o título de campeão nacional em 2005. Nesse mesmo ano, o uruguaio Albín, conseguiria ainda assegurar a conquista da Taça Conrad de Punta del Este. Aos 19 anos de idade, Albín estava consciente do seu valor, bem como do salto a dar na sua carreira. Todavia, o Nacional de Montevídeo, conseguiria "segurar" a joia da equipa, por mais uma temporada. Época essa, também recheada de vitórias, tais como, o Torneio Clausura, o campeonato nacional, a Taça Ricard e o Troféu Costa del Sol, todos eles conquistados em 2006. O seu valor estava mais do que provado e, graças às suas fortes exibições, Albín assinaria contrato, com os espanhóis do Getafe Club de Fútbol, equipa da principal liga de Espanha. Na sua primeira temporada, ao serviço da equipa madrilena, Albín apareceria aos poucos, sendo um dos principais jogadores, a apostar na próxima temporada. Com a chegada do técnico dinamarquês Michael Laudrup, antiga glória do futebol europeu, bem como do campeonato espanhol, Albín conseguiria um lugar entre os titulares, tornando-se dessa forma, num dos indiscutíveis da equipa. A temporada de 2006/2007 seria inclusivé, uma das melhores, de toda a história do clube, ao ter chegado à final da Taça do Rei em 2007. Assegurando um lugar na Taça UEFA, após o oitavo lugar alcançado no campeonato, a equipa do Getafe, bem como Albín, conseguiriam atingir, pela segunda vez consecutiva, a final da Taça do Rei em 2008. Porém, mais uma vez, não conseguiriam a vitória, tendo sido eliminados pelo Valência, por uns claros 3-1. Além da final disputada, o Getafe conquistaria ainda o Troféu Cidade de Saragoça, bem como os quartos-de-final da Taça UEFA, tendo sido eliminados, pelo poderoso Bayern de Munique. Com o início desta temporada, o uruguaio Albín terá em mento, o objectivo de qualquer jogador profissional, a selecção nacional. Neste momento, Albín é uma das grandes figuras da equipa de Madrid, sendo um dos principais investimentos do clube. Albín é um jogador polivalente que, tanto pode actuar no centro do terreno, como segundo avançado. Com apenas 22 anos de idade, o uruguaio Albín tem pela frente, uma enorme margem de projecção. Com um bom toque de bola e, uma grande visão de jogo, Albín tem ainda, como uma das suas principais armas, dentro de campo, os lançes de bola parada. Sem dúvida, um jogador a avaliar num futuro próximo.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Figura da Semana: Ben Barek

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Dados Pessoais
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Nome: Abdelkader Larbi Ben M´barek
Data de Nascimento: 16 de Junho de 1914/1917
Data de Falecimento: 16 de Setembro de 1992
Naturalidade: Casablanca, Marrocos
Posição: Avançado
Altura: 1.78 cm
Peso: 71 kg
Internacionalizações A: 19 (3)
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Clubes
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1934-1935 : Idéal Club Casablanca
1935-1938 : Union Sportive Marocaine
1938-1939 : Olympique de Marseille
1939-1945 : Union Sportive Marocaine
1945-1948 : State Français Football
1948-1954 : Club Atlético de Madrid
1954-1955 : Olympique de Marseille
1955-1956 : Union Sportive Musulmane Bel-Abbesienne
1956-1956 : State Marocaine
1956-1957 : Fath Union Sport de Rabat
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Técnico Principal
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1957-1962 : Selecção Nacional de Marrocos
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Palmarés
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Sub-Campeonato da Taça de Marrocos: 1935
Campeonato Marroquino: 1938, 1941, 1942, 1943
Campeonato de África do Norte: 1942
Vice-Campeão de França: 1939
Finalista da Taça de França: 1954
Vice-Campeão de França - Segunda Divisão: 1946
Campeonato Espanhol: 1950, 1951
Taça Eva Duarte: 1951
Ordem de Mérito Desportivo da FIFA: 1998
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História
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Abdelkader Larbi Ben M´barek, nascido no dia 16 de Junho de 1914 ou 1917 (a sua data de nascimento, permanece uma incógnita), em Casablanca, Marrocos foi, sem dúvida alguma, uma das maiores figuras, de toda a história do futebol mundial. Descoberto a jogar descalço, nos baldios de Casablanca, Ben Barek começaria a sua carreira desportiva, com apenas 20 anos de idade, no modesto Idéal Club Casablanca, clube da segunda divisão marroquina. Ao serviço do Idéal, Ben Barek conseguiria alcançar o sub-campeonato da Taça de Marrocos. Na temporada seguinte, no Verão de 1935, Ben Barek assinaria contrato com o Union Sportive Marocaine, clube da principal liga marroquina. Nas três temporadas, em que alinhou ao serviço do Union, Ben Barek conseguiria conquistar um campeonato nacional em 1938. O seu sucesso na equipa do Union, junto de jogadores como Zatelli, Janin, Just Fontaine, Chicha e os irmãos Mahjoub, atrairiam a atenção de vários clube do continente europeu. Em 1938, com 24 anos de idade, Ben Barek chegaria a Marselha, para jogar com a camisola do Olympique de Marseille. Ágil como um felino, driblador nato, o famoso "Pérola Negra" iria seduzir de imediato o público francês, tornando-se o ídolo dos adeptos do clube de Marselha, devido às suas qualidades técnicas. Tendo chegado a Marselha como um total desconhecido, Ben Barek no seu primeiro jogo, em território francês, no dia 4 de Setembro de 1938, além da assistência perfeita para Kohut, o avançado marroquino apontaria mais dois golos na partida, na vitória por 5-2, frente ao Racing de Paris. Porém, com o início da Segunda Guerra Mundial, o temível avançado marroquino, teria de regressar ao seu país natal, bem como ao Union Sportive Marocaine, clube onde iria permanecer, até ao termino da guerra, em 1945. No seu regresso a Marrocos, Ben Barek conseguiria novas conquistas, tais como o tri-campeonato nacional e o campeonato de África do Norte. Nesse mesmo ano, em 1945, já com 31 anos de idade, o marroquino Ben Barek regressaria mais uma vez a França, para alinhar na equipa do State Français de Paris, clube onde iria permanecer durante três temporadas, em sempre ao mais alto nível. No Verão de 1948, Ben Barek, de 34 anos de idade, assinaria pelos espanhóis do Atlético de Madrid, clube onde ele iria realmente deslumbrar e, onde a sua carreira internacional iria disparar. No clube madrileno, Ben Barek formaria com Herrera, o mais temível ataque, de toda a história do futebol espanhol. Em Madrid, redescobriria o seu talento em marcar golos, apontando inclusivé, nove tentos durante o seu segundo jogo, com a camisola do Atlético, frente ao Racing de Santander. Nas seis temporadas em que esteve ao serviço do Atlético de Madrid, Ben Barek faria 114 partidas com a camisola madrilena, apontando um total de 58 golos. Com esses números, o avançado marroquino, seria uma das peças fundamentais, para a conquista dos títulos nacionais de 1950 e de 1951, tornando-se assim, num dos melhores jogadores, de toda a história do clube de Madrid. Após o sucesso em Espanha, Ben Barek de 40 anos de idade, regressaria no Veráo de 1954, ao Olympique de Marseille, clube onde disputaria a final da Taça de França, frente à formação do Nice, numa partida marcada, pela derrota do Olympique por 2-1. Após uma grave lesão, ao serviço da selecção nacional francesa, Ben Barek terminaria a sua carreira desportiva na Europa. No Verão de 1955, Ben Barek regressaria a Marrocos, dez anos depois da sua partida para o State Français de Paris em 1945, para alinhar na formação do Union Sportive Musulmane Bel-Abbesienne, clube onde ficaria durante uma temporada. Nessa mesma época, a antiga estrela marroquina, iria ainda alinhar no State Marocaine, antes de terminar por completo, a sua carreira desportiva em 1957, ao serviço do Fath Union Sport de Rabat, com 43 anos de idade. Ao serviço da selecção nacional de França, Ben Barek faria a sua estreia, no dia 4 de Dezembro de 1938, em Nápoles, frente à selecção de Itália, bicampeã mundial, na vitória por 0-1. Em Janeiro de 1939, a selecção francesa, humilharia a formação polaca, por uns claros 4-0, numa partida onde Ben Barek, ofereceria um golo de bandeja a Zatelli, com o seguinte comentário: "Voilà, pour vous, Monsieur Mário...". Labri encontrava-se no topo do mundo, gozando de um enorme prestígio e respeito. Respeito esse que, quando o State Français de Paris o tentou tranferir, para o Atlético de Madrid em 1948, um jornalista francês escreveria: "Vendam o Arco dos Triunfos ou a Torre Eiffel, mas não vendam Ben Barek". O seu primeiro golo, enquanto internacional, aconteceria no dia 22 de Janeiro de 1939, em Paris, frente à formação da Hungria, numa partida que acabaria empata a duas bolas. Nessa partida, Ben Barek faria um dos dois golos, da selecção francesa. O seu segundo golo, aconteceria em Lisboa, no dia 23 de Novembro de 1947, na derrota por 4-2. Por fim, o seu terceiro e último golo, enquanto internacional, aconteceria no dia 16 de Outubro de 1945, em Hannover, frente à formação da Alemanha de Leste, na derrota por 3-1. Essa partida ficaria porém, marcada pela grave lesão de Ben Barek. Lesão que deixaria marcas profundas, para o resto da sua carreira desportiva. No total, entre 1938 e 1954, Ben Barek disputaria 19 partidas oficiais, tendo apontado três golos. Em 1958, Ben Barek seria nomeado, seleccionador nacional de Marrocos, convertendo-se assim, no primeiro treinador após, a independência de Marrocos da França. Aqueles que o viram jogar, dizem que, sem dúvida nenhuma, Larbi Ben Barek seria reconhecido como um dos melhores jogadores, de toda a história do futebol mundial. Ele tinha todos os talentos e capacidades: toque de bola, visão de jogo, óptimo jogo de cabeça, drible, estatura e estilo. Pobre e órfão em tenra idade, Ben Barek foi um avançado que, tinha um sonho que, mais tarde seria transferido para o relvado, com alguns dos mais incríveis golos e passes, nunca antes vistos no futebol mundial. Foi uma das primeiras grandes estrelas internacionais, da história do futebol. Para muitos, uma espécie de Pelé dos anos 50. Ele foi o primeiro jogador a ter a alcunha de "Pérola Negra". A primeira estrela africana. Pelé, a lendária estrela do futebol que, seria apelidado de "Pérola Negra" após Barek, daria um famoso testemunho sobre Larbi, dizendo que: "Se eu sou o rei do futebol, então Larbi Ben Barek é o seu Deus". Esse grande testemunho, vindo do mais que provável, melhor jogador de sempre, apenas se trataria de uma demonstração, da magia e grandeza do talentoso jogador marroquino. Seis anos após a sua morte, Barek seria distinguido pela FIFA, com a Ordem de Mérito Desportivo em 1998. No dia 16 de Setembro de 1992, o "Pé de Deus", como ficaria conhecido em Espanha, faleceria na sua terra natal, em Casablanca. Para a história fica, o rapaz tímido que, apesar de ser uma estrela, ainda tratava os outros jogadores com enorme respeito. Para a história fica, um dos mais finos jogadores que, alguma vez representou a selecção francesa. Para a história fica o jogador que, mais tempo jogou com a formação francesa (15 anos e 10 meses). Para a história fica, Larbi Ben Barek, o definitivo génio do futebol.
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Crítica

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Quando as grandes "estrelas" chegam a Portugal, nomeadamente ao futebol português, uma enorme incógnita paira no ar. Será que serão estrelas de verdade? Com o decorrer dos tempos, a realidade revela que, afinal as verdadeiras estrelas são as portuguesas e não, aquelas ditas "vedetas" que, em tempos foram enormes e que, em Portugal são meros "turistas". A temporada de 2008/2009 trouxe alguns nomes conhecidos, do futebol internacional, tais como José António Reyes, Pablo Aimar, David Suazo, Javier Balboa, Fábio Rochemback e Hulk. Contudo, a realidade é bastante diferente, pois, neste momento as grandes figuras do campeonato português são portugueses. Nomes como João Moutinho, Miguel Vítor, Miguel Lopes, Beto, Rúben Amorim, Daniel Carriço, Eduardo, Bruno Gama, entre muitos outros são, de facto, as grandes "estrelas" do nosso campeonato. Um bom jogador não é aquele que no passado, conseguiu conquistar grandes feitos e que, por alinharem num campeonato inferior, começam a atingir o estranho síndroma do "vedetismo". Como se costuma dizer: "grandes conquistas, maiores responsabilidades". Neste caso, os "grandes" nomes do futebol nacional ainda, não deram esperanças, ao investimento praticado pelos clubes. O mais estranho é que, a maior parte dessas ditas "grandes aquisições" nem sequer são titulares absolutos. Com esta triste realidade desportiva e financeira, será que valerá a pena, continuar a investir milhões, em jogadores que no final da temporada, nem um terço das suas capacidades, conseguiram transmitir para dentro de campo? Um mercado futebolísitico só crescerá com o investimento, contudo, para tal o campeonato português precisa de mais jogadores portugueses. O futebol português precisa de mais confiança nos seus jogadores. O futebol português precisa essencialmente de ser jogado em português. A globalização tem que ter limites. Limites esses cada vez mais longínquos da verdadeira realidade desportiva ou, da que deveria de ser.
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Ranking de Treinadores

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Ranking da Semana
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Jesualdo Ferreira (Futebol Clube do Porto)

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Paulo Bento (Sporting Clube de Portugal)

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Manuel Tulipa (Clube Desportivo Trofense)

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domingo, 11 de janeiro de 2009

Bolsa de Valores

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No Topo: Trofense
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Excelente exibição, frente ao líderes "encarnados" do Sport Lisboa e Benfica. Porém, não foi só o jogo da equipa do Trofense em si. Foi sim, visualizar um grupo de jogadores, alinhando num clube de inferior dimensão, a arrastarem-se em campo, como um só. Jogando como uma verdadeira equipa. Comparando o orçamento total das duas equipas, podemos dizer que, a diferença é abismal, contudo, a qualidade não se vê nos milhões gastos, mas sim, na qualidade individual dos jogadores em campo, tornando o seu jogo em algo, de carácter colectivo. No jogo frente ao Sport Lisboa e Benfica, a equipa da Trofa comportou-se como uma equipa "campeã". Parabéns à equipa do Trofense, bem como ao seu técnico, Tulipa que, conseguiu de uma maneira simples, bloquear todas as armas "perfeitas" do conjunto encarnado. Com esta vitória, provou-se que, com os apoios necessários às equipas de menor dimensão financeira, o campeonato português só teria a beneficiar com tal feito desportivo, pois não só haveria mais condições técnico-desportivas para os atlétas dos clubes, como a própria evolução do futebol em Portugal iria aumentar de ano para ano.
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No Fundo: Sport Lisboa e Benfica
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Após ter alcançado a liderança do campeonato, bem como a "conquista" do "título" de campeão de Inverno (algo que fugia aos encarnados há 15 anos consecutivos), a equipa do Sport Lisboa e Benfica, bem como o seu técnico, Quique Flores tinham uma "missão" algo complicada na Trofa, manter o primeiro lugar da tabela classificativa. Pois se a conquista da liderança foi algo de muito significativo em todo o universo benfiquista, a exibição praticada frente ao Trofense, foi algo de enorme decepção. Não foi só a má exibição, foi a forma como todo o colectivo, se é que podemos chamár-lhe isso, encarou todos os 90 minutos. Uma equipa vencedora e campeã, não é aquela que consegue chegar ao primeiro lugar, é sim aquela que consegue manter o nível competitivo em mais alto nível. A equipa orientado por Quique Flores demonstrou que, ainda não está preparada psicológicamente para, enfrentar o seu mais directo adversário, o Futebol Clube do Porto que, devido à derrota dos "encarnados" assumiram o primeiro lugar da tabela. ´
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