Tudo o que precisava de saber sobre o mundo do futebol

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Figura da Semana: Lobanovskyi

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Dados Pessoais
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Nome: Valeriy Vasylyovych Lobanovskyi
Data de Nascimento: 6 de Janeiro de 1939
Data de Falecimento: 13 de Maio de 2002
Naturalidade: Kiev, União Soviética
Posição: Extremo-Esquerdo
Altura: 1.87 cm
Peso: 80 kg
Internacionalizações A: 2 (0)
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Clubes
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1957-1964 : Football Club Dynamo Kyiv
1965-1966 : Football Club Chornomorets Odessa
1967-1968 : Football Club Shakhtar Donetsk
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Técnico Principal
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1969-1973 : Football Club Dnipro Dnipropetrovsk
1974-1976 : Football Club Dynamo Kyiv
1976-1976 : Selecção Nacional da União Soviética
1976-1986 : Football Club Dynamo Kyiv
1986-1986 : Selecção Nacional da União Soviética
1986-1988 : Football Club Dynamo Kyiv
1988-1988 : Selecção Nacional da União Soviética
1988-1990 : Football Club Dynamo Kyiv
1990-1994 : Selecção dos Emirados Árabes Unidos de Futebol
1994-1996 : Selecção Nacional do Kuwait
1997-2000 : Football Club Dynamo Kyiv
2000-2001 : Selecção Nacional da Ucrânia
2000-2002 : Football Club Dynamo Kyiv
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Palmarés
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Campeonato da URSS: 1961, 1974, 1975, 1977, 1980, 1981, 1985, 1986, 1990
Taça da URSS: 1964, 1974, 1978, 1982, 1985, 1987, 1990
Supertaça da URSS: 1980, 1985, 1986
Finalista da Supertaça da URSS: 1977
Vice-Campeonato da URSS: 1960, 1976, 1978, 1982, 1988
Presença nos Jogos Olímpicos de Verão: 1960
Taça das Taças: 1975, 1986
Supertaça Europeia: 1975
Jogos Olímpicos de Verão - Medalha de Bronze: 1976
Troféu Santiago Barnabéu: 1986
Finalista da Supertaça Europeia: 1987
Finalista do Campeonato da Europa de Futebol: 1988
Presença no Campeonato do Mundo de Futebol: 1986, 1990
Semi-Finalista da Taça dos Campeões Europeus: 1977, 1987, 1999
Quarto Lugar da Taça da Ásia: 1992
Campeonato da Ucrânia: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001
Taça da Ucrânia: 1998, 1999, 2000
Taça CIS: 1997, 1998, 2002
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História
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Valeriy Vasylyovych Lobanovskyi, nascido no dia 6 de Janeiro de 1939, em Kiev foi, sem dúvida, uma das maiores figuras, de toda a história do futebol mundial. Enquanto treinador, foi o maior nome de todo o futebol ucraniano. Valeriy Lobanovskyi começaria a sua carreira desportiva em 1957, com apenas 17 anos de idade, com a camisola do Dínamo de Kiev. No clube da capital, Lobanovskyi ficaria famoso, pela sua habilidade de apontar golos, através da marcação de pontapés de canto, de forma directa, bem como, a sua capacidade de curvar a bola, colocando-a onde bem entendia. O antigo extremo-esquerdo do Dínamo de Kiev conseguiria, conquistar o Campeonato Nacional da União Soviética em 1961, o primeiro título nacional, da história do clube, bem como, o primeiro título, para um clube de origens ucranianas. Um ano antes, já o clube de Kiev, tinha alcançado, o segundo lugar do campeonato da URSS (antiga União Soviética). Em 1964, Lobanovskyi de 24 anos de idade, conseguiria uma nova conquista, a Taça da URSS. Valeriy Lobanovskyi defenderia as cores do Dínamo de Kiev, durante sete temporadas. Em 1965, com 25 anos de idade, Lobanovskyi mudár-se-ia para a formação do FC Chornomorets Odessa, clube onde apenas permaneceria durante uma temporada futebolística. Em 1967, Lobanovskyi assinaria contrato com o Shakhtar Donetsk, o último da sua curta carreira desportiva. Com apenas 29 anos de idade, Valeriy Lobanovskyi terminaria uma carreira, de onde se destacam os 71 golos apontados em 253 partidas disputadas, bem como, a conquista de duas internacionalizações, com a camisola da Selecção Nacional da União Soviética, sendo que as mesmas (partidas), seriam alcançadas nos Jogos Olímpicos de Verão de 1960. Estava assim, concluído o primeiro ciclo, da vida do grande Lobanovskyi. Um ano após a sua retirada, enquanto jogador profissional, Lobanovskyi iniciaria a sua carreira como treinador, ao ser nomeado o novo técnico principal do FC Dnipro Dnipropetrovsk. Após quatro temporadas de relativo insucesso desportivo, Lobanovskyi regressaria ao clube do seu coração, o Dínamo de Kiev, antes do começo da temporada de 1974. Com a sua entrada no clube, estava assim iniciada uma ligação que duraria 15 anos (primeira passagem). Durante as duas passagens pelo clube ucraniano, o Dínamo de Kiev conseguiria quebrar o domínio russo, no futebol soviético. Lobanovskyi comandaria então, a equipa à conquista de oito campeonatos nacionais da União Soviética, bem como, a conquista da Taça da URSS por seis ocasiões e, a Taça das Taças em 1975 (derrotando na final, a formação húngara do Ferencváros) e em 1986. Com a conquista da Taça das Taças em 1975, o Dínamo de Kiev tornár-se-ia na primeira equipa ucraniana, a conquistar um troféu de renome europeu. Paralelamente ao comando do Dínamo, Lobanovskyi orientaria também, por três ocasiões, a Selecção Nacional da União Soviética (durante o período no Dínamo de Kiev). Ele levaria a formação da URSS, à conquista da medalha de bronze, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1976 (durante a sua primeira passagem pela selecção). Porém, seria na sua terceira e última "participação" que, ele ganharia mais atenção. Ele seria convidado a orientar a selecção, no Campeonato do Mundo de 1986 (assumindo o cargo, nas vésperas do torneio, substituíndo o técnico Eduard Malafeyew), torneio disputado no México. A equipa, constituída basicamente, por jogadores oriundos do Dínamo de kiev, acabaria por terminar o seu grupo em primeiro lugar, contudo, seria eliminada na segunda fase, pela formação belga por 4-3, após prolongamento. A selecção da URSS, alcançaria contudo, o seu maior sucesso desportivo, no Campeonato da Europa de 1988. A equipa terminaria mais uma vez, em primeiro lugar no seu grupo, derrotando inclusivé, a selecção holandesa, nesse mesmo percurso. Porém, eles voltariam a enfrentar a "laranja mecânica" na final do torneio e, nessa mesma partida, os holandeses conseguiriam um triunfo por dois a zero, após um golo do capitão Ruud Gullit e um fantástico golo (um dos melhores de sempre, da história do futebol mundial) de Marco Van Basten. Após o Europeu, a maioria dos jogadores de Lobanovskyi (tanto no Dínamo de Kiev como na selecção), deixariam a União Sovietica, para jogar na Europa de Oeste. No Campeonato do Mundo de 1990, disputado em território italiano, o técnico ucraniano, não conseguiria convocar os "seus" jogadores do Kiev, para formar assim, o "corpo" da equipa. Contudo, e apesar, da sua capacidade e habilidade de controlo e disciplina, Lobanovskyi não conseguiria alcançar os mesmos êxitos do passado. Após o desaire no Mundial de 1990, Lobanovskyi decidiria abandonar o Dínamo de Kiev, rumando a propostas mais lucrativas, a nível pessoal, como a Selecção dos Emirados Árabes Unidos. Após quatro anos "negativos" pela selecção árabe, ele seria demitido, tendo posteriormente, passado os dois anos seguintes, a orientar a Selecção Nacional da Kuwait, antes de ser novamente despedido. Em Janeiro de 1997, Lobanovskyi regressaria novamente ao comando técnico do Dínamo de Kiev (pela segunda vez). O clube por esta altura, encontrava-se em decadência. O clube tinha sido retirado das competições europeias pela UEFA, devido a uma tentativa de suborno a um oficial e, o clube encontava-se também, em bastantes dificuldades no campeonato nacional. Lobanovskyi contudo, conseguiria transformar o clube rapidamente. À parte de liderar o clube, a cinco consecutivos títulos nacionais, Lobanovskyi conseguiria ainda, transformar a formação do Kiev, numa das melhores da Europa, tendo alcançado inclusivé, as semi-finais da Liga dos Campeões em 1999. Em Março de 2000, o experiente técnico seria nomeado o novo seleccionador nacional da Ucrânia. Contudo, após a derrota nos playoffs com a formação germânica e, a não qualificação para o Campeonato do Mundo de 2002, Lobanovskyi seria mais uma vez retirado do cargo. No dia 7 de Maio de 2002, Lobanovskyi sofreria um derrame cerebral, após a vitória do Dínamo de Kiev sobre o FC Metalurh Zaporizhzhya. Seis dias depois, Lobanovskyi não resistiria a uma cirurgia ao cérebro, tendo falecido nesse mesmo dia. Na final da Liga dos Campeões, dois dias depois, a UEFA homenagiaria-o com um minuto de silêncio. Após a sua morte, Lobanovskyi seria condecorado com o título de Herói da Ucrânia, a maior honra do país. O estádio do Dínamo de Kiev, também mudaria de nome, para Estádio Dynamo Lobanovskyi, em seu tributo. Após a sua morte, a formação italiana do AC Milan, conquistaria a Liga dos Campeões em 2003, com Andriy Schevchenko na equipa titular. Após a vitória, Schevchenko viajaria até Kiev, para colocar a sua medalha, na sepultura do seu antigo treinador, Valeriy Lobanovskyi. Para a história fica, o mais "antigo" e famoso treinador, da toda a história do futebol ucraniano. Para a história fica Lobanovskyi o treinador que "morreu" no banco do futebol.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Crítica

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Com o decorrer das jornadas, praticamente todos os fins-de-semana, ocorrem casos "incríveis", dentro das quatro linhas, nomeadamente, devido a negativas arbitragens. Porém, a avaliação dos mesmos (árbitros), continua a ser algo muito vago. Simplesmente, só são avaliados aqueles que necessitam de ser avaliados (os mais polémicos). Mas, se todos os árbitros sem excepção, fossem correctamente avaliados todos os Domingos, não seria mais proveitoso e benéfico, para a qualidade e crescimento do futebol português? Sem dúvida. Tal como se avaliam os jogadores, sobre as suas qualidades e capacidades, também os árbitros deveriam estar sujeitos a esse "grande teste" anual. Apenas os melhores poderiam passar. Contudo, essa realidade não passará de um "esboço" que, nunca se concretizará. O futebol português, precisa de ter melhores condições, para a prática do futebol e, para que isso aconteça, tanto os jogadores como os árbitros, têm que se encontrar no seu melhor. Quando existe a realização de um "derbi", não deveria ser nomeado, o melhor árbitro do ranking, da presente temporada futebolística? Deveria... mas não acontece. Continua a existir, as tais substituições de última hora. A realidade é esta... os dirigentes não deixam o futebol português crescer. Tornár-se numa liga competitiva e atractiva. Se em campo, se encontrarem os melhores, nas suas respectivas categorias e posições, é óbvio que. o futebol se tornará num enorme espectáculo, fácil de se assistir e de se compreender.
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Ranking de Treinadores

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Ranking da Semana
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José Mourinho (Internazionale Football Club)

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Manuel José (Al-Ahly Sports Club)

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José Mota (Leixões Sport Club)

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Bolsa de Valores

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No Topo: Nenê
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Continua a dar cartas, no principal campeonato português, com a camisola do Nacional da Madeira. Desde que chegou a Portugal, mais concretamente à Madeira, o avançado brasileiro tem sido um autêntico quebra-cabeças, para as defensivas adversárias. Embora não tenha a melhor marca, dos avançados das últimas temporadas, a verdade é que Nenê é neste momento, o melhor marcador do campeonato (Liga Sagres), com 14 golos apontados em 19 encontros disputados, bem como, o jogador mais rentável de todo o campeonato português. Um avançado de grande velocidade, nas manobras ofensivas e, de fácil remate, como foi o caso do golo, frente ao Sporting Clube de Portugal (um dos melhores da temporada). A continuar com este ritmo competitivo, certamente que Nenê, será uma das grandes figuras, no mercado de Verão, da próxima temporada futebolística.
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No Fundo: Ricardo Quaresma
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E vão três! Ricardo Quaresma não consegue convencer, nos principais campeonatos europeus. Na sua primeira passagem, nos espanhóis do FC Barcelona, Quaresma provou que, ainda não era suficientemente maduro para uma aventura na Europa. Regressou e triunfou, com as cores do Futebol Clube do Porto. Tentou, uma nova saída, desta vez no Inter de Milão, do português José Mourinho, porém, não conseguiria impôr-se ao regime do futebol italiano, ficando por várias ocasiões, fora dos escolhidos do treinador. No mercado de Inverno, Ricardo Quarema teria uma terceira oportunidade (talvez a última), nos ingleses do Chelsea, clube orientado pelo brasileiro Luíz Filipe Scolari, seu antigo seleccionador nacional e, onde actualmente se encontro, por empréstimo do Inter de Milão. Contudo, a sua experiência, nas terras de Sua Majestade, não tem sido das melhores, sendo que no momento, o internacional português é um dos nomes, a constar na lista de reservas do clube. Ricardo Quaresma não tem sido assim, uma carreira europeia fácil, porém, tem tudo para poder triunfar, ao mais alto nível: juventude, talento, qualidade, habilidade, provocação, diferença. Contudo, no meio de todas estas qualidades, falta as mais importantes... profissionalismo e humildade.
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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Equipa da Semana

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Equipa da Semana
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Equipa
Beto, Nuno Silva, Valdomiro, Felipe Lopes, Adrien Silva, Hugo Leal
Rúben Micael, Fábio Coentrão, Angel Di Maria, Hélder Postiga e Nenê
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Mercado Internacional: Srna

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Dados Pessoais
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Nome: Darijo Srna
Data de Nascimento: 1 de Maio de 1982
Naturalidade: Metkovic, Jugoslávia
Posição: Lateral/Médio-Direito
Altura: 1.82 cm
Peso: 78 kg
Clube: Football Club Shakhtar Donetsk
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Clubes
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1999-2003 : Hrvatski Nogometni Klub Hajduk Split
2003-2009 : Football Club Shakhtar Donetsk
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Darijo Srna, nascido no dia 1 de Maio de 1982, em Metkovic, antiga Jugoslávia é, neste momento, um dos grandes nomes, a actuar no principal campeonato ucraniano, nomeadamente, ao serviço do Shakhtar Donetsk. Darijo Srna começaria a sua carreira desportiva em 1999, com apenas 17 anos de idade, com as cores do Hajduk Split. Na sua primeira temporada no Hajduk, Srna seria uma das grandes revelações da equipa, contribuíndo dessa forma, para a conquista da Taça da Croácia em 2000. Na temporada seguinte, Srna conquistaria um lugar destacado, no onze titular, sendo uma das principais armas, na conquista do Campeonato Nacional em 2001. Criando um enorme impacto nessa época, Srna seria em 2003, considerado o melhor jogador da equipa. Após a conquista da Taça da Croácia em 2003, Darijo Srna, bem como, Stipe Pletikosa, seriam vendidos aos ucranianos do Shakhtar Donetsk. Na sua primeira época, ao serviço do Donetsk, Srna conquistaria a Taça da Ucrânia. Titular indiscutível, desde a sua entrada, Sarijo Srna seria uma das principais figuras, das conquistas dos Campeonatos Nacionais em 2005, 2006 e 2008, da Taça da Ucrânia em 2008 e da Supertaça da Ucrânia em 2005 e 2008. Neste momento, o camisola 33 do Shakhtar Donetsk, é o actual capitão de equipa, bem como, uma das principais vozes de comando, dentro das quatro linhas. A cumprir a sua quinta temporada, no principal campeonato da Ucrânia, Darijo Srna é visto como, um dos grandes nomes, no mercado de transferências, na próxima época. Ao serviço da Selecção Nacional da Croácia, Srna faria a sua estreia, no Campeonato da Europa de 2004, torneio disputado em Portugal. Actuando como reserva, o "antigo" número "8" da selecção, participaria em duas partidas, porém, a formação croata, faria uma Europeu muito aquém das espectativas, ficando-se apenas pela fase de grupos. Com a chegada do técnico Zlatko Kranjcar, Srna tornár-se-ia numa peça fundamental na selecção croata, tendo sido dele, a responsabilidade do apuramento da formação croata, para o Campeonato do Mundo de 2006. Contudo, tal como sucedera em 2004, os croatas, não conseguiriam passar a fase de grupos. Esse resultado, ditaria o afastamento de Kranjcar da selecção. Sendo já um dos pilares da selecção, Srna seria afastado da mesma, pelo "novo" técnico Slaven Bilic, após ter ficado até tarde, numa discoteca, na companhia dos companheiros de selecção Bosko Balaban e Ivica Olic, também eles afastados da equipa, nas vésperas de um encontro, a contar para o apuramento para o Europeu de 2008. Srna seria eventualmente reconvocado. No primeiro encontro, após o seu "afastamento", Srna seria considerado o melhor em campo, após ter apontado um dos golos e cruzado (perfeito) num outro. Srna estava assim, de volta ao onze titular. No Campeonato da Europa de 2008, a selecção croata seria uma das grandes revelações do torneio, através do seu futebol colectivo, porém, seriam eliminados, nos quartos-de-final, pelos "guerreiros" turcos, após a marcação de grandes penalidades. Com a retirada de Niko Kovac, após o Europeu, Darijo Srna seria nomeado o novo capitão da selecção croata. O dinâmico jogador croata, é reconhecido pelos seus diversos golos, de livres directos (o segundo melhor marcador da selecção croata, ficando apenas atrás de Davor Suker), bem como, dos seus precisos cruzamentos. É o cobrador oficial de todas as bolas paradas da formação croata. No início da temporada de 2008/2009. o seu nome seria bastante falado, para reforçar os portugueses do Sport Lisboa e Benfica, os ingleses do Liverpool FC (como possível substituto de Steve Finnan), o Newcastle FC, o Everton FC, os franceses do Paris Saint-Germain e os italianos da Lázio de Roma. Darijo Srna é sem dúvida, um excelente valor do futebol europeu. Um jogador que tanto a lateral como a médio-direito é um constante perigo, nas manobras ofensivas.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Mercado Nacional: Bruno China

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Dados Pessoais
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Nome: Bruno Manuel Rodrigues Silva
Data de Nascimento: 5 de Agosto de 1982
Naturalidade: Matosinhos, Portugal
Posição: Médio-Defensivo
Altura: 1.82 cm
Peso: 75 kg
Clube: Leixões Sport Club
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Clubes
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2000-2009 : Leixões Sport Club
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Bruno Manuel Rodrigues Silva, nascido no dia 5 de Agosto de 1982, em Matosinhos é, neste momento, uma das grande figuras do principal campeonato português, nomeadamente, ao serviço do sensacional Leixões. Bruno China começaria a sua carreira desportiva em 2000, com apenas 18 anos de idade, contudo, apenas duas temporadas depois, seria uma das habituais e regulares presenças na equipa principal. Fiél à equipa de Matosinhos, Bruno China seria um dos grandes responsáveis, pelo histórico regresso, da equipa leixonense, ao principal escalão do futebol português em 2006. Com a entrada de José Mota, no comando técnico do Leixões, a equipa ganharia "garra" e, motivação para disputar qualquer partida e qualquer adversário (ao nível do que sucedera no Paços de Ferreira, durante várias épocas). Com nove temporadas, com a camisola do Leixões, o médio-defensivo continua, a lutar pelas cores do seu clube de coração, o Leixões, sendo na actualidade, o capitão de equipa, bem como, o grande "patrão" do meio-campo. O número 14 do Leixões, já demonstrou em várias ocasiões que, detém qualidades futebolisticas, porém, é com algum pesar que, os clubes portugueses, os ditos "grandes", continuam a apostar em mercados, que não são mais do que puras ilusões e, de imenso gasto financeiro. Parece quase errado, recrutar jogadores portugueses, vindos de clubes humildes e de inferiores divisões. Em vez de tomar a atitude correcta, os clubes portugueses, continuam a preferir jogadores de outras ligas e, de "renome internacional", como é o caso do camaronês Binya e do costa-marfinense Zoro ambos do Sport Lisboa e Benfica, dos argentinos Romagnolli e Leandro Grimi e do brasileiro Tiuí, do Sporting Clube de Portugal, ou mesmo do sérvio Stepanov e dos argentinos Benítez, Mariano González e Bollatti, do Futebol Clube do Porto. É lógico que, actuar no Leixões, não será uma grande "montra" para os clubes de maior potencial financeiro (porquê?), contudo, Bruno China tem demonstrado que, é bem superior a alguns "estrangeiros" cheios de "talento". Todavia, não se poderá fazer grandes conclusões, em relação ao potencial do médio do Leixões. Bruno China é português e, seguro nas suas funções, dentro das quatro linhas. Esta é a mais pura das verdades. O médio português é, inclusivé, o jogador com mais minutos contabilizados na Liga Sagres: 1620 minutos em 18 partidas disputadas. Numa altura, em que a Selecção Nacional de Portugal, se encontra numa profunda restruturação, o nome de Bruno China seria certamente, uma mais valia no grupo nacional, pois, após as saídas de Costinha e Petit, a selecção portuguesa, nunca mais "possuiu" um jogador de semelhantes características, ou seja, um verdadeiro número seis. Neste momento, a equipa do Leixões encontra-se no quarto lugar, do campeonato nacional. Dentro de uma equipa "guerreira", existe um homem que comanda, que dita leis, que grita quando necessário, o seu nome é Bruno China, um dos principais responsáveis, pela formidável classificação na tabela. Sem dúvida, uma das grandes revelações, do actual campeonato nacional. A continuar com este ritmo competitivo, não seria de espantar o grande "salto" na próxima temporada.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Figura da Semana: Kocsis

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Dados Pessoais
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Nome: Sándor Kocsis Peter
Data de Nascimento: 21 de Setembro de 1929
Data de Falecimento: 22 de Julho de 1979
Naturalidade: Budapeste, Hungria
Posição: Avançado
Altura: 1.77 cm
Peso: 73 kg
Internacionalizações A: 68 (75)
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Clubes
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1943-1944 : Kobanyai Torna Club
1945-1950 : Ferencvárosi Torna Club
1950-1957 : Budapest Honvéd Football Club
1957-1958 : Sportclub Young Fellows Juventus
1958-1962 : Fútbol Club Barcelona
1961-1962 : Valência Club de Fútbol
1962-1965 : Fútbol Club Barcelona
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Técnico Principal
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1972-1974 : Hércules Club de Fútbol
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Palmarés
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Jogos Olímpicos de Helsínquia - Medalha de Ouro: 1952
Campeonato da Europa Central: 1953
Finalista do Campeonato do Mundo de Futebol: 1954
Melhor Marcador do Campeonato do Mundo de Futebol: 1954 (11)
Campeonato Húngaro: 1948, 1952, 1954, 1955
Melhor Marcador do Campeonato Húngaro: 1951 (30), 1952 (36), 1954 (33)
Melhor Marcador Europeu: 1952 (36), 1954 (33)
Campeonato Espanhol: 1959, 1960
Vice-Campeonato Espanhol: 1962, 1964
Taça do Rei: 1959, 1963
Taça das Cidades com Feiras: 1960
Finalista da Taça dos Campeões Europeus: 1961
Troféu Naranja: 1961
Finalista da Taça das Cidades com Feiras: 1962
Equipa de Ouro da Hungria do Século XX: 2000
100 Melhores Jogadores do Século XX para a FIFA: 2000
Segundo Melhor Jogador Húngaro de Todos os Tempos - IFFHS: 2001
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História
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Sándor Kocsis Peter, nascido no dia 21 de Setembro de 1929, em Budapeste, capital da Hungria foi, sem dúvida alguma, um dos avançados mais temíveis, de toda a história do futebol mundial. Filho de um carpinteiro, dos arredores de Budapeste, Kocsis ficou conhecido como o homem que, queria conhecer pássaros, devido à forma como saltava ou voava para a bola. Na sua passagem pela Espanha, seria apelidade de "Pássaro Louco". A sua história é das mais emocionantes da história do futebol. Kocsis começaria a sua carreira desportiva, nos amadores do Kobanyai Torna Club em 1943, com apenas 14 anos de idade. Dois anos depois, já com 16 anos e, depois de ter dado nas vistas, Kocsis ingressaria nas camadas jovens do Ferencváros. Três anos depois, já como uma das referências da equipa, Kocsis conquistaria o Campeonato Nacional de 1948, com apenas 19 anos de idade. Nessa altura, começa a formar-se a grande equipa do Honvéd que, de imediato, vislumbrou nessa jovem promessa, um jogador de enorme futuro. Em 1950, Kocsis incorporaria a equipa do exército, o Honvéd, enquanto cumpria as suas obrigações militares. No onze do exército, bem como, na mágica selecção húngara, Kocsis, alinhando como interior direito, mesmo nas costas de Puskas, tornár-se-ia num dos jogadores mais influentes. Rápido, exímio nas diagonais, surgia em muitas ocasiões, como um verdadeiro ponta-de-lança, no centro da área, cabeceando assim, os cruzamentos precisos de Budai, na direita e Czibor na esquerda. Uma forma de jogar que, na Hungria lhe valeria a alcunha de "Cabeça de Ouro". A sua carreira na Hungria ficaria marcada, pelos cinco títulos conquistados, bem como o prémio de melhor marcador do campeonato, em três consecutivas ocasiões. Em 1952 e em 1954, ele chegaria a ser inclusivé, o melhor marcador de qualquer liga europeia. Em 1956, o Honvéd participaria pela primeira vez, na Taça dos Campeões. Na primeira ronda, eles enfrentariam os espanhóis do Athletic Bilbáo. O Honvéd perderia o encontro em Espanha por 3-2. Porém, antes do encontro em casa, pudesse ser disputado, a Invasão Soviética, teria o seu início em Budapeste. Os jogadores recusavam-se assim, a regressar ao seu país e, combinaram então, com os responsáveis do Bilbáo, para que o segundo jogo se disputasse no Estádio Heysel, em Bruxelas. Apesar do empate a três golos, a equipa do Honvéd seria eliminada por 6-5 (em resultado das duas partidas). A eliminação deixaria a equipa húngara, na iminência de regressar à Hungria. Os jogadores conseguiriam contudo, trazer os seus familiares (a residir em Budapeste) e, apesar da oposição da FIFA e das autoridades do futebol húngaro, os jogadores conseguiriam organizar uma "tour" pela Europa (Itália, Portugal, Espanha e Brasil). Após a conclusão da "viagem europeia", os jogadores separár-se-iam. Alguns, incluíndo Bozsik regressariam à Hungria. Porém, outros como Czibor, Kocsis e Puskas encontrariam colocação na Europa. Embora separados, todos os jogadores continuariam vinculados, graças à Selecção Nacional da Hungria. Após alguma reflexão, Kocsis decidiria partir com a sua família para Berna, onde passaria uma temporada, como jogador-treinador do modesto Young Fellows Zurich. É então que o seu amigo Ladislao Kubala, há seis temporadas no Barcelona, resolve falar deles, aos dirigentes catalães. Diz-lhes então que, Kocsis é só um dos melhores jogadores do mundo. Pouco tempo antes, já os convencera a contratar Czibor. Em 1958, Kocsis ingressa no Barcelona, clube onde facturaria, no dia da sua estreia (4-1), frente à formação do Bétis de Sevilha. Os seus primeiros tempos na Catalunha, foram de difícil adaptação. Passava os dias triste, nostálgico da "sua" Budapeste, onde ficariam todos os seus amigos. Quando começa a falar a sua língua, o bom futebol, torna-se um temível avançado que, iria marcar uma era de ouro no clube catalão, numa equipa que contava com jogadores como Ramallets, Evaristo, Luis Suárez, Kocsis, Czibor e Kubala. Em Barcelona, Kocsis viveria momentos de glória e momentos de imensa frustração. Dos muitos momentos de glória, destaca-se a conquista da Taça das Cidades com Feiras de 1960, frente aos ingleses do Birmingham City Football Club. Conquistaria também, os títulos nacionais de 1959 e 1960, bem como, as duas Taças do Rei, a primeira em 1959, quando o Barcelona ganhou ao Granada por 4-1, numa partida em que Kocsis apontaria dois golos e, a segunda em 1963, ao derrotar na final, o Real Zaragoza por 3-1, partida onde mais uma vez, Kocsis apontaria um dos golos. Do lado frustrante, destaca-se a derrota, na final da Taça dos Campeões, em Berna, frente aos portugueses do Sport Lisboa e Benfica, num palco de cruéis recordações, pois, nesse mesmo palco, a selecção húngara perderia a final do Mundial de 1954, frente à selecção germânica. Todavia, na temporada de 1961-1962, Kocsis ofereceria o seu melhor nível futebolístico, enquanto jogador do Barcelona, apontado 17 golos em 20 encontros. Em 1961, Kocsis chegaria a representar o Valência, como convidado do clube, ajudando-o assim, a conquistar o único troféu de Verão, o Troféu Naranja. Nesse torneio triangular, ele marcaria em ambos os encontros, frente ao Botafogo e o Barcelona. Kocsis faria a sua estreia na Selecção Nacional da Hungria, no dia 6 de Junho de 1948, em Budapeste, frente à formação da Roménia, num encontro a contar para a Taça Balcânica e, onde os húngaros esmagariam o seu adversário por 9-0. Juntamente com Ferenc Puskas, Zoltán Czibor, József Bozsik e Nándor Hidegkuti, ele formaria a lendária equipa que, tornár-se-ia imbatível, durante uns incríveis 32 consecutivos jogos - os famosos "Mágicos Húngaros". Um recorde que ainda hoje perdura. No dia 20 de Novembro de 1949, Kocsis apontaria o seu primeiro hat-trick, ao serviço da selecção húngara, frente à Suécia e, apontaria um outro, no dia 22 de Julho de 1952, frente à Finlândia. Nos Jogos Olímpicos de Helsínquia, em 1952, torneio onde a selecção húngara, conquistaria a medalha de ouro, ao vencer na final a selecção da Jugoslávia por 2-0, Kocsis apontaria um total de seis golos. No dia 19 de Outubro de 1952, ele apontaria o seu terceiro hat-trick, frente à Checoslováquia. A mítica selecção húngara daria ainda, por duas ocasiões, uma enorme lição, de como se deve praticar futebol. Em 1953, a Hungria venceria a selecção inglesa, em pleno Estádio de Wembley por 6-3 e, em 1954, ganhariam em Budapeste por 7-1. No mesmo ano de 1953, a selecção húngara conquistaria também, a Taça da Europa Central. Embora o Campeonato do Mundo de 1954, tenha sido colectivamente desapontante, a nível pessoal, Kocsis alcançaria o estrelato europeu, ao terminar a prova, como o melhor marcador do torneio, com 11 golos apontados, entre os quais, dois hat-tricks. Apenas o francês Just Fontaine conseguiria marcar mais golos, numa fase final, de um Campeonato do Mundo: 12. No jogo de abertura, frente à selecção da Coreia do Sul, Kocsis apontaria o seu primeiro hat-trick, numa partida que acabaria, com a vitória da selecção húngara por 9-0. No jogo seguinte, frente aos poderosos e combativos alemães, orientados por Sepp Herberger, ele adicionaria mais quatro golos, na esmagadora vitória por 8-3. Nos quartos-de-final, a selecção húngara defrontaria a formação brasileira, num encontro vilmente conhecido como a "Batalha de Berna". Kocsis marcaria dois golos, num encontro violento, onde os húngaros venceriam por 4-2. A favorita Hungria chegaria então à final, após terem eliminado os campeões mundiais Uruguai nas semi-finais. Nesse encontro, ambas as equipas iriam para prolongamento, após um 2-2 nos 90 minutos. No prolongamento, o avançado húngaro, entraria em acção, apontando dois golos, dando assim, a vitória à sua equipa por 4-2. Na grande final, os húngaros encontrariam novamente a formação germânica. Numa partida que ficaria conhecida como "Milagre de Berna", Kocsis não marcaria nenhum golo e, os alemães venceriam os favoritos húngaros por 3-2. No total, seria uma derrota injusta, porém, a vitória sorriu para a equipa que, actuou mais com o cérebro e menos com a magia. No dia 24 de Outubro de 1954, Kocsis apontaria o seu sexto hat-trick e, o segundo frente à Checoslováquia. No dia 5 de Novembro de 1955, ele completaria o seu sétimo e último hat-trick, frente à selecção onde tudo começara: a Suécia. Após os 11 golos marcados no Mundial de 1954, Kocsis subiria à categoria de Capitão de Infantaria, devido aos serviços prestados à nação. Quando disputou a sua última partida internacional (68), no dia 14 de Outubro de 1956, em Viena, Kocsis contava já com uns espantosos 75 golos. Em Outubro de 1966, com 37 anos de idade, Kocsis abandonaria os relvados. Naturalizado espanhol, tentaria uma carreira de treinador, no Alicante, porém, sem sucesso. Insatisfeito e sem prazer no futebol fora dos relvados, o antigo avançado húngaro decide abrir um bar-café perto de Nou Camp, a que chamaria de Le Kocsis. O negócio não correria da melhor forma. Depressivo, Kocsis refugia-se na bebida. Pouco tempo depois, recebe a notícia de que, a sua perna esquerda teria sofrido uma trombose. Após vários exames, com diversos médicos, chega a brutal decisão que, o obriga à amputação da sua perna. É o desespero total. Em poucos dias, o seu cabelo fica praticamente todo branco. Ao mesmo tempo, ficaria a saber que, na "sua" Hungria, Bozsik e Lantos tinham falecido e Budai agonizava com um hemorragia cerebral. Kocsis recusava assim, uma prótese e, todos os dias dizia desejar a morte para, ir ao encontro do seu pai e amigos. Esconde-se então, num quarto do Hotel Royal, onde se encontrava com a sua mulher. Deixaria de falar com todos, ignorando qualquer resultado de um jogo, começando posteriormente com delírios. Um dia, completamente sozinho, desloca-se até à janela e, suicida-se, atirando-se do quarto andar. Contudo, a sua morte, seria declarada como acidental. Todos ficariam estupefactos. Recusavam-se a acreditar, ser aquele o fim do futebolista que, no passado os fizera felizes. No dia 22 de Julho de 1979, seria o dia em que o mundo parou para Kocsis. Sendo um homem introvertido e pouco falador, Kocsis foi um avançado de extrema rotação no ataque. Um magnífico finalizador. Forte, enorme no posicionamento e brilhante nas alturas. Para a história, fica a memória do homem que, dizia-se falar com os pássaros. Para a história fica, Kocsis um dos melhores de sempre.
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Crítica

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O mundo sofre actualmente, uma enorme queda financeira. O mundo futebolístico, não fugiria à regra. No futebol português, conta-se pelos dedos, as transferências, os nomes no mercado de Inverno. No caso do Sport Lisboa e Benfica e do Sporting Clube de Portugal, não existe nada a acrescentar, devido ao facto de, não haver reforços para ambas as partes (algo invulgar nos últimos tempos). Em relação ao Futebol Clube do Porto, chegaram Sissoko, vindo do Vitória de Setúbal, por uma quantia a rondar os 200.000 euros e Andrés Madrid, vindo por empréstimo, do Sporting de Braga. Por outro lado, vários foram os jogadores que sairam: Makukula, Léo, Zoro, Stojkovic, Pelé, Candeias, entre outros. Portanto, destacou-se mais as saídas do que as entradas, ou seja, o passivo dos clubes baixou. Não fosse a "milionária" transferência de Klaus Jan Huntelaar do Ajax para o Real Madrid, bem como, a de Arshavin do Zenit para o Arsenal e, o futebol europeu, teria a maior queda de transferências, no mercado de Inverno, nas últimas duas décadas. Contudo, nem tudo foi negativo, pois, ao poupar em contratações sem fundamento e que custam milhares de euros, os clubes optaram por apostar na prata da casa, bem como, em jogadores oriundos dos próprios campeonatos. Certamente, uma enorme "dose" de juventude, bem como, um passo para o futuro.
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Ranking de Treinadores

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Ranking da Semana
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Jorge Jesus (Sporting Clube de Braga)

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Quique Flores (Sport Lisboa e Benfica)

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Jesualdo Ferreira (Futebol Clube do Porto)

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Bolsa de Valores

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No Topo: Lucho González
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De que Lucho González, actua jogador do Futebol Clube do Porto, é um jogador fantástico, isso ninguém tem qualquer dúvida. Porém, além da sua enorme personalidade em campo, Lucho é também, um enorme atleta e, um exemplo de profissional, dentro das quatro linhas. No encontro, frente aos eternos rivais de Lisboa, o Sport Lisboa e Benfica, Lucho González teve a oportunidade, de ganhar uma grande penalidade, a seu favor, após uma falta cometida sobre ele mesmo, dentro da grande área. Grande penalidade essa que, poderia resultar no primeiro golo da partida. Contudo, a verdade é que, Lucho González preferiu continuar a jogada, pois o futebol é feito de futebol jogado e, não de faltas. Ao contrário do seu companheiro de equipa e, compatriota Lisandro López que, conseguiu iludir o árbitro, simulando uma grande penalidade (algo comum nos relvados portugueses), Lucho González comportou-se como um verdadeiro jogador de futebol. Devido a esse pequeno, mas de grande dimensão gesto, o número oito portista, só poderia estar de parabéns.
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No Fundo: Luíz Filipe Scolari
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Quando trocou a Selecção Nacional de Portugal, pelos ingleses do Chelsea, durante o Campeonato da Europa de Futebol de 2008, praticamente, todos os adeptos portugueses, ficaram sem palavras, por tal traição. De ídolo a traidor. No Verão de 2008, Luíz Filipe Scolari chegaria ao futebol inglês, com a difícil tarefa de igualar o também português José Mourinho. Com um início prometedor, Scolari conseguiria "conquistar" os adeptos do Chelsea, bem como, manter o respeito adquirido, ao serviço da selecção das "quinas", devido à sua enorme frontalidade. Contudo, sete meses após, a sua entrada, no principal palco de Inglaterra, Scolari seria retirado do cargo de técnico principal, por alegados falta de resultados desportivos. O mais estranho nesta retirada é que, Scolari continuava ainda em três frentes, o Campeonato Nacional, a Liga dos Campeões e a Taça da Liga Inglesa. O milionário Presidente russo, pelos vistos, deve contratar com prazo de validade. Porém, nem tudo seria negativo nesta história, pois, o "Filipão", embora tenha sido "despedido", saiu de Londres, com a conta bancária, bastante mais recheada: cerca de 17 milhões de euros (3 milhões e 400 mil contos, na moeda antiga).
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Equipa da Semana

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Equipa da Semana
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Equipa
Beto, Patacas, Robson, Sidnei, Alonso
Vandinho, Yebda, Luís Aguiar, Chumbinho, Yazalde e Nenê
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Mercado Internacional: Michel Bastos

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Dados Pessoais
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Nome: Michel Fernandes Bastos
Data de Nascimento: 2 de Agosto de 1983
Naturalidade: Pelotas, Brasil
Posição: Lateral/Médio-Esquerdo
Altura: 1.79 cm
Peso: 71 kg
Clube: Lille Olympique Sporting Club
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Clubes
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2000-2002 : Pelotas-RS
2002-2003 : Feyenoord Rotterdam
2002-2003 : Stichting Betaald Voetbal Excelsior (Empréstimo)
2003-2004 : Clube Atlético Paranaense (Empréstimo)
2004-2005 : Grêmio Foot-Ball Porto Alegre (Empréstimo)
2005-2005 : Figueirense Futebol Clube (Empréstimo)
2005-2006 : Clube Atlético Paranaense
2006-2009 : Lille Olympique Sporting Club
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Michel Fernandes Bastos, nascido no 2 de Agosto de 1983 em Pelotas, Brasil é, neste momento, uma das grandes figuras, do principal campeonato francês, nomeadamente, com a camisola do Lille, clube da primeira liga francesa. Michel Bastos começaria a sua carreira desportiva no Pelotas, com apenas 17 anos de idade. Com a camisola do Pelotas, Michel Bastos destacár-se-ia enquanto lateral-esquerdo, posição que, faria dele, uma das maiores revelações do campeonato brasileiro. No Verão de 2002, Michel Bastos mudár-se-ia para a Holanda, mais concretamente, para o Feyenoord, um dos principais clubes, do campeonato holandês. No clube de Roterdão, o jovem defesa brasileiro, conseguiria terminar a sua formação, enquanto profissional de futebol, porém, sem qualquer hipótese de triunfar, no plantel principal, do clube holandês. Sem lugar na equipa, Michel Bastos, nessa mesma temporada, seria cedido ao Excelsior, clube onde faria 28 partidas, para o campeonato, tornando-se assim, num dos jogadores mais utilizados na equipa holandesa. Após uma temporada positiva, com as cores do Excelsior, Michel Bastos teria certamente, um lugar no plantel do Feyenoord, para a época de 2003-2004, porém, a realidade seria bastante diferente. Mais uma vez, sem lugar no plantel, Michel Bastos regressaria ao seu país natal, para defender as cores do Atlético Paranaense, clube onde apenas diputaria 10 partidas. Foi sem dúvida, um passa atrás, numa futura carreira europeia. No ano de 2004, Michel Bastos seria novamente cedido. O seu próximo destino seria o Grêmio de Porto Alegre, um dos clubes brasileiros que, mais jogadores tem fornecido ao futebol europeu, Ronaldinho Gaúcho é um claro exemplo. Embora tivesse sido, uma época bastante melhor, do qua a anterior (19 jogos e 4 golos apontados), a verdade é que, Michel Bastos não convenceria os técnicos do Feyenoord, para um futuro regresso à equipa holandesa. Ano novo, equipa nova. O Figueirense seria o seu próximo desafio. No clube brasileiro, Michel Bastos avançaria no terreno, jogando a médio-esquerdo. Nessa posição, o médio brasileiro seria um dos pilares da equipa, tendo alinhado em 34 partidas e, apontado 10 golos, a sua melhor marca, desde a sua estreia. As suas exibições, relançariam-no para um novo projecto europeu, contudo, o clube de Roterdão, não avançou para o seu regresso, tendo-o cedido definitivamente ao Atlético Paranaense em 2005. Nesta sua segunda passagem pelo Atlético, Michel Bastos regressaria à sua posição original, a de lateral-esquerdo. Apesar de não ter sido uma temporada memorável, Michel Bastos conseguiria níveis suficientes, para um novo salto, para o futebol europeu (16 encontros e 1 golo). Em Julho de 2006, Michel Bastos assinaria contrato, com os franceses do Lille, clube do principal campeonato francês, por quatro temporadas. A sua primeira época em França, seria bastante positiva. Embora não tivesse sido um dos titulares indiscutíveis, o defesa/médio brasileiro, seria um dos jogadores mais utilizados no campeonato, com 25 partidas disputadas e 3 golos apontados. No final da temporada, vários clubes tentariam a sua contratação, porém, o médio "adaptado" recusaria, uma saída "prematura" da equipa francesa. Na época seguinte, Michel Bastos conseguiria um lugar nos indiscutíveis da equipa, tendo sido considerado, um dos melhores jogadores "estrangeiros", a actuar na primeira liga francesa. Após 35 partidas no campeonato e 8 golos marcados, Michel Bastos era um alvo apetecível, no mercado europeu. Na actual temporada, Michel Bastos certamente apostaria, numa época de afirmação. Neste momento, o médio brasileiro, conta já com 9 tentos em 21 partidas, bem como 7 assistências para golo. Com estas marcas, Michel Bastos é claramente, o jogador "chave" da equipa francesa. Considerado, um dos grandes valores, do campeonato francês, Michel Bastos subiria na consideração dos adeptos do Lille, ao recusar convites de clubes como, o Panathinaikos e do Inter de Milão, tendo prolongado, o seu contrato até 2012. O imprescindível e criativo médio brasileiro, tem assim, as portas abertas, para um dos grandes da Europa, na próxima temporada.
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Mercado Nacional: Miguel Rosa

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Dados Pessoais
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Nome: Miguel Alexandre Jesus Rosa
Data de Nascimento: 13 de Janeiro de 1989
Naturalidade: Lisboa, Portugal
Posição: Médio-Ofensivo
Altura: 1.74 cm
Peso: 67 kg
Clube: Grupo Desportivo Estoril Praia
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Clubes
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2007-2008 : Sport Lisboa e Benfica (Juniores)
2008-2009 : Grupo Desportivo Estoril Praia (Empréstimo)
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Miguel Alexandre Jesus Rosa, nascido no dia 13 de Janeiro de 1989, em Lisboa é, neste momento, uma das grandes revelações, do campeonato nacional, da segunda divisão portuguesa (Liga Vitalis), nomeadamente, ao serviço do Estoril-Praia, actual quarto classificado, da tabela. Formado nas camadas jovens, do Sport Lisboa e Benfica, bem como, uma vida desportiva, totalmente ligada ao clube da Luz, Miguel Rosa cedo começaria a ditar "leis", nos escalões mais jovens, do clube "encarnado". Porém, seria no último Campeonato Nacional de Juniores que, Miguel Rosa daria nas vistas, apontando 17 golos em 27 partidas, com a camisola do Benfica. Devido a essa excelente temporada, vários clubes ingleses e espanhóis, tentaram o seu concurso, contudo, o actual Director Desportivo e, antiga glória, do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, conseguiria antecipar-se a todos, rubricando o primeiro contrato profissional (2012), da jovem promessa "encarnada". Como curiosidade, o antigo "maestro", é a grande referência de Miguel Rosa. Ambos chegariam inclusivé, a partilhar o mesmo relvado. Em Junho de 2008, durante um digressão dos "encarnados", aos Estados Unidos, Miguel Rosa alcançaria o sonho de qualquer jovem esperança, jogar ao lado de Rui Costa. Com a chegada do técnico espanhol Quique Flores, ao clube da Luz, Miguel Rosa chegaria a integrar o plantel principal, durante a pré-temporada de 2008-2009. Contudo, face às diversas opções do treinador, para o centro do terreno, Miguel Rosa seria cedido ao Estoril-Praia, clube da segunda divisão portuguesa, na altura comandada pelo técnico português Tulipa. Com a camisola do Estoril, o jovem médio, faria a sua estreia na segunda jornada, frente à formação do Oliveirense, saltando do banco, nos minutos finais da partida que, acabaria empatada a zero. Com onze jogos disputados, com a camisola do Estoril, quatro a titular e sete como suplente utilizado, bem como, um golo apontado na 11ª jornada, frente ao Sporting da Covilhã (3-1), Miguel Rosa é, sem dúvida, uma das boas revelações do campeonato. O número 14 do Estoril, seria ainda, eleito pelo SJPF, como o jogador jovem mais valioso da Liga Vitalis, durante o mês de Dezembro (2008), ultrapassando assim, os seus directos concorrentes, para o prémio Diadema: Castro, jogador do Olhanense e Yazalde, jogador do Varzim, entretanto transferido para a formação do Rio Ave, durante o mercado de transferência de Inverno. Miguel Rosa trata-se de um jovem de enorme talento, com muita vontade em campo. Devido ao seu espírito de sacrifício, o jovem médio seria utilizado, durante a sua curta carreira, em diversas posições, quer em terrenos defensivos ou ofensivos. Porém, seria no centro do terreno que, Miguel Rosa se fixaria em termos posicionais, tornando-se dessa forma, num dos jogadores mais promissores da geração de 1989. Capaz de fazer as melhores recuperações de bola, bem como, preencher os espaços de cobertura aos médios mais criativos, Miguel Rosa detém assim, característica únicas, de um verdadeiro número oito, ou seja, o primeiro organizador de jogo, o que faz a primeira leitura de campo. Miguel Rosa com os seus passes de ruptura, a qualidade de passe e a facilidade em aparecer em zonas mais ofensivas, fazem dele, um dos jogadores mais promissores que, o futebol português, tem para oferecer nos próximos tempos.
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Figura da Semana: Yashin

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Dados Pessoais
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Nome: Lev Ivanovich Yashin
Data de Nascimento: 22 de Outubro de 1929
Data de Falecimento: 20 de Março de 1990
Naturalidade: Moscovo, URSS (Ex-União Soviética)
Posição: Guarda-Redes
Altura: 1.89 cm
Peso: 83 kg
Internacionalizações A: 78
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Clubes
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1949-1971 : Football Club Dínamo de Moscovo
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Palmarés
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Campeonato Soviético: 1954, 1955, 1957, 1959, 1963
Vice-Campeonato Soviético: 1950, 1956, 1958, 1962, 1967, 1970
Taça da União Soviética: 1953, 1967, 1970
Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos: 1956
Troféu Yashin: 1958
Campeonato da Europa de Futebol: 1960
Finalista do Campeonato da Europa de Futebol: 1964
Quarto Lugar no Campeonato do Mundo de Futebol: 1966
Quarto Lugar no Campeonato da Europa de Futebol: 1968
Presença no Campeonato do Mundo de Futebol: 1958, 1962
Guarda-Redes Soviético do Ano: 1960, 1963, 1966
Bola de Ouro: 1963
Ordem de Lenin: 1967
Presença na Melhor Equipa do Mundo XI da FIFS: 1963, 1968
Ordem Olímpica: 1986
Ordem de Mérito da FIFA: 1988
Melhor Equipa dos Campeonatos do Mundo de Futebol do Século XX: 1998
Equipa de Sonho da FIFA: 1999
Guarda-Redes do Século XX: 2000
Equipa do Século XX: 1999
Jogador de Ouro da Rússia: 2003
Prémios do Jubileu da Entidade: 2004
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História
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Lev Ivanovich Yashin, nascido no dia 22 de Outubro de 1929, em Moscovo foi, sem dúvida, uma das maiores figuras, de toda a história do futebol mundial, bem como, o melhor de sempre na sua posição. Apelidado de "Aranha Negra" ou "Pantera Negra", devido ao seu equipamento completamete negro, Yashin cresceria num meio familiar fabril, onde começaria a sua carreira desportiva, com guarda-redes de... hóquei no gelo, na equipa da fábrica de ferramentas, onde trabalhava, em plena Segunda Guerra Mundial, com apenas 12 anos de idade. Dois anos depois, o jovem Yashin, decidiria optar pelo mundo do futebol, juntando-se assim, às camadas jovens, do Dínamo de Moscovo, no ano de 1949. A estreia com a camisola do Dínamo, aconteceria em 1950, numa partida de carácter amigável. No entanto, não seria a estreia mais feliz, para um jovem aspirante a guarda-redes, tendo sofrido um golo incrível pelo... guarda-redes adversário. Nesse mesmo ano, Yashin disputaria apenas duas partidas, no principal campeonato da ex-União Soviética. Contudo, Yashin continuaria determinado a triunfar, alinhando na equipa de reservas do clube, aguardando por uma nova oportunidade, na equipa titular. Com um início de carreira bastante difícil, Yashin ganharia uma forte posição em 1953, após a saída da estrela Alexei "Tiger" Khomich, antiga glória do Dínamo de Moscovo e da Selecção Nacional da União Soviética (URSS), bem como, o grande mentor de Lev Yashin. Nesse mesmo ano, Yashin um adepto ferveroso de hóquei no gelo, decidiria recusar, uma convocatória da Selecção Soviética de Hóquei no Gelo, para se concentrar unicamente ao futebol, isto, após, a conquista da Taça da URSS no hóquei no gelo em 1953, bem como, a conquista do quarto posto, da tabela classificativa, correspondente ao campeonato nacional de hóquei. Contudo, a sua era de ouro, com a camisola do Dínamo, iniciár-se-ia no ano seguinte, tendo conquistado, o seu primeiro título ao serviço do clube soviético: o campeonato nacional. Porém, as vitórias não ficariam por aqui. Ao campeonato conquistado em 1954, seguir-se-ia mais outros quatro tantos, bem como, a conquista da Taça da União Soviética, por três ocasiões. Yashin defenderia as cores do Dínamo, durante 22 temporadas, a única cor, durante toda a sua carreira desportiva, detendo até hoje, o recorde de jogos (guarda-redes), no principal campeonato soviético: 326! (1949-1971). Segundo reza a lenda, Yashin defendeu 150 grandes penalidades, em toda a sua carreira, bem como, não sofreu qualquer golo, em 270 disputados. Marcas impressionantes, para um guarda-redes impressionante. Ao serviço da Selecção Nacional da União Soviética (URSS), Yashin faria a sua estreia em 1954. Com a camisola soviética, Yashin iria conquistar os Jogos Olímpicos de Verão de 1956, disputados em Melbourne, bem como o Campeonato da Europa de Futebol de 1960, o primeiro Europeu, da história do futebol mundial. Yashin disputaria ainda três Campeonatos do Mundo de Futebol. No Campeonato do Mundo de 1958, torneio disputado na Suécia, o nome de Yashin subiria vários degraus, devido às suas enorme defesas, comandando os soviéticos, aos quartos-de-final da prova. Na fase de grupos, no encontro frente à formação brasileira, encontro em que os soviéticos, perderiam por 2-0, a exibição de Yashin na partida, seria absolutamente espantosa, evitando dessa forma, uma goleada para a sua equipa. No final do torneio, Yashin seria nomeado para, o onze ideal da competição. Quatro anos depois, em 1962, Yashin comandaria mais uma vez, a selecção soviética aos quartos-de-final, perdendo nessa fase, com a equipa da casa, a selecção do Chile, apesar de Yashin ter sofrido duas lesões durante a competição. O Mundial de 1962, mostraria que, o guarda-redes soviético, também era humano, cometendo alguns erros, ditos normais, porém, fora do comum, para todo o seu talento. No jogo, frente à selecção da Colômbia, encontro em que os soviéticos chegaram a estar em vantagem por 4-1, Yashin não conseguiria, deter os remates dos colômbianos, alguns deles de grau menor, incluíndo um de canto directo. O desafio terminaria num incrível 4-4, resultado que faria com que, o jornal francês "L´Equipe", prevê-se o fim, da carreira para Yashin. Contudo, o "Aranha Negra" conseguiria dar a volta por cima, conquistando a Bola de Ouro da France Football (a única para um guarda-redes), no ano seguinte. Comandaria ainda, a selecção soviética, à melhor classificação de sempre, num Campeonato do Mundo: o quarto lugar no Mundial de 1966. Dois anos antes, no Campeonato da Europa de 1964, Yashin conseguiria levar a sua equipa, até à final da prova, tendo perdido a competição para a selecção espanhola. Yashin participaria ainda, no Campeonato do Mundo de 1970, no México, com 40 anos de idade, porém, como terceira escolha, sendo reserva de Anzor Kavazashvili, o seu suplente, no Mundial de Inglaterra. Coincidência ou não, a verdade é que, com a saída de Yashin em 1970, do panorama internacional, a selecção soviética, teria que esperar 12 anos, para alcançar novamente, uma fase final de uma competição, no Mundial de 1982, disputado em Espanha. Um ano depois, do Mundial do México, Yashin de 42 anos de idade, terminaria a sua carreira desportiva. Pelo caminho ficaria 78 internacionalizações, pela selecção da URSS e 812 jogos (480 sem sofrer qualquer golo) em toda a sua carreira de 22 anos. Após a sua retirada do futebol profissional, Yashin passaria a treinar equipas juvenis, bem como, a trabalhar como professor de Educação Física, além de ter participado, das comissões técnicas do Dínamo e da selecção. Em 1984, Yashin teria que amputar uma das suas pernas, devido a um problema circulatório. Dois anos mais tarde, sofreria um AVC. No dia 20 de Março de 1990, Yashin de 61 anos de idade, faleceria em Moscovo, vítima de doença prolongada, um ano antes, da desintegração do país onde nasceu. Inspirado no guarda-redes búlgaro Apostol Sokolov, Yashin mudaria todo o perfil dos guarda-redes, tornando-se no primeiro defesa da equipa, uma espécie de libro em campo. Com esse novo estilo de jogo, Yashin conseguiria, antecipar os cruzamentos adversários, alcançando o bola, nos pés dos avançados, bloqueando-lhes assim, todos os ângulos de remate. Sem dúvida, Yashin era uma verdadeira "Aranha Negra" no seu espaço, parecendo por vezes, adquirir oito braços no corpo, devido às suas espantosas defesas. A sua reputação, como um guarda-redes brilhante, ainda hoje, é reconhecida no mundo do futebol. Um guarda-redes genial para a sua época. Lev Yashin foi certamente único na sua posição. Muitos poucos, conseguiram alcançar o estatuto, como ele o conseguira no passado. O mais curioso é que, além de ser magnífico na sua posição, Yashin tinha por hábito, nos intervalos das partidas, fumar um cigarro e beber um copo de vodka. Algo invulgar na altura e sem qualquer cabimento nos dias de hoje. Para a história fica, o melhor guarda-redes de todos os tempos. Um legado difícil de ultrapassar.
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