Tudo o que precisava de saber sobre o mundo do futebol

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Medalha de Lata

Cor do texto_______________________________________________________________________________________
Sepsi
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Existe factos que, por muito que se queira discutir, não se poderá encontrar uma via viável para descobrir um fundamento possível, para palavras que se possam dizer e mais tarde alterar as mesmas. Sepsi, lateral-esquerdo, internacional Sub-21 pela Roménia e emprestado à formação espanhola do Racing de Santander, por parte do Sport Lisboa e Benfica, afirmou há alguns meses atrás que, no Benfica nunca mais iria jogar. Na altura compreendeu-se tal "revolta", pois trata-se de um jovem com alguma qualidades e talento, porém, tal como muitos outros jogadores que passaram pela Luz, não conseguiu convencer. Contudo, a tal revolta transformaria-se em palavras duras e sem sentido. Dessa forma, o defesa estava a terminar um vínculo com um clube que detinha o seu passe e sem pensar duas vezes. No entanto, meses mais tarde e, já com a decisão que não iria ser contratado pelo Racing (cerca de três milhões de euros), Sepsi voltou atrás na sua decisão, ao afirmar que neste momento, o seu único pensamente era o Benfica. Tal decisão é a correcta porém, deveria ter sido dita na primeira ocasião e não, depois de saber que não iria ser opção para o clube. A sorte de Sepsi poderá ter um fim bastante negro, transformando-se num espelho de dois lados e, onde nenhum deles terá o seu reflexo. Embora se verifique algumas capacidades técnicas no jovem atleta, o Benfica não precisará de ter no seu plantel, jogadores que apenas querem representar um dos melhores clubes do mundo, por simplesmente não serem opção num outro clube. Caso o Racing de Santander pagasse o valor dos seus serviços, Sepsi certamente que iria ter apenas um pensamento... o Racing de Santander. Muito triste, para um jovem que ainda agora começou a sua carreira desportiva.
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Destaque da Semana

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Luis Figo
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Esta semana fica marcada, pelo anúncio de retirada por parte do antigo internacional português Luis Figo. Dessa forma, termina um ciclo, ou melhor, o ciclo de ouro do futebol português. Expoente máximo da sua geração, Luis Figo foi entre muitos outros, um dos melhores jogadores de sempre, tendo inclusivé, sido distinguido com o prémio de melhor do mundo em 2000. A par de João Vieira Pinto, Rui Costa, Vítor Baía, Jorge Costa, Fernando Couto, Paulo Sousa, Jorge Cadete, Domingos, Oceano, Sá Pinto, Secretário, Paulinho Santos, Fernando Mendes e Paulo Alves (entre muitos outros grandes nomes do futebol nacional), Luis Figo foi o número um desta fabulosa geração, foi o "capitão" e símbolo de uma geração que marcou para sempre o futebol em Portugal. Com uma carreira exemplar, seja ao serviço do Sporting Clube de Portugal, do Barcelona, do Real Madrid e por fim do Inter de Milão, Luis Figo despede-se da melhor forma possível... como campeão. Porém, a única palavra que se poderá dizer nesta alturas é, apenas uma... obrigado.
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domingo, 24 de maio de 2009

Equipa da Semana

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Equipa da Semana
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Equipa
Kieszek, Maxi Pereira, Bruno Alves, Polga, Miguel Vítor, Bruno China
Nuno Assis, Mariano González, Lisandro López, Liedson e Óscar Cardozo
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Mercado Nacional: Rúben Lima

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Dados Pessoais
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Nome: Rúben Alexandre Rocha Lima
Data de Nascimento: 3 de Agosto de 1989
Naturalidade: Lisboa, Portugal
Posição: Lateral-Esquerdo
Altura: 1.80 cm
Peso: 66 kg
Clube: Clube Desportivo das Aves
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Percurso Profissional
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2006-2007 : Sport Lisboa e Benfica B
2007-2008 : Sport Lisboa e Benfica
2007-2009 : Clube Desportivo das Aves (E)
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Rúben Alexandre Rocha Lima, ou simplesmente Rúben Lima, nascido no dia 3 de Agosto de 1989 em Lisboa é, neste momento, uma das maiores promessas do actual futebol português, nomeadamente, do Sport Lisboa e Benfica. Lateral-esquerdo, titular da Selecção Nacional de Sub-21 e, um dos grandes pilares da formação do Desportivo das Aves, clube onde actua, por cedência do Benfica, reúne todas as capacidades para se tornar num futuro próximo, numa das grandes referência do futebol português, mais propriamente, numa posição carenciada de jogadores de elevada qualidade. Rúben Lima começaria a sua carreira desportiva, com apenas sete anos de idade, num pequeno clube de futebol de salão da sua zona, o Futebol Clube da Calçada. Nasceria então, a sua enorme paixão pelo futebol, até porque, um ano mais tarde, Lima tentaria a sua sorte no Tenente Valdez, clube onde entraria no escalão de Escolas de 1º ano. Após um ano no Tenente, Rúben Lima mudár-se-ia para o Sport Futebol Palmense, clube por onde passou, entre outro, Paulo Bento, actual técnico principal do Sporting Clube de Portugal. No clube de Lisboa, Rúben Lima passaria a treinar com a equipa de infantis, na altura, apetrechada de jogadores mais velhos e mais fortes a nível físico. Num dos habituais treinos diários, Lima receberia a visita de Nené, antiga glória dos "encarnados", oferecendo-lhe na altura, a oportunidade de representar o Benfica. Sem pensar duas vezes e rejeitando mais tarde, uma proposta do Sporting, Rúben Lima assinaria com apenas 10 anos de idade, com o clube do seu coração. Com a camisola do Benfica, Lima acabaria por demonstrar todas as suas capacidades, sendo dessa forma, um dos indiscutíveis no onze inicial, até ao escalão de juniores. Aos 17 anos de idade, Lima conseguiria mais um feito na sua curta carreira, ao ser chamado pela primeira vez, às Selecções Nacionais. Titular habitual na temporada de 2007/2008 no lado esquerdo da defesa "encarnada", onde realizaria um total de 15 partidas e apontando 3 golos, Rúben Lima seria um dos juniores chamados a trabalhar com o plantel principal do Benfica, na altura sob o comando do espanhol José António Camacho. Convocado para o desafio da 15ª jornada do campeonato nacional, frente à formação do Vitória de Setúbal, Rúben Lima não passaria do banco de suplentes. Contudo, conscientes do valor do jovem atleta, os "encarnados" decidiram que o empréstimo seria o melhor para a sua carreira, sendo que o clube escolhido seria o Desportivo das Aves, em Janeiro de 2008. No clube da Vila das Aves, o jovem lateral, cedo conquistaria um lugar de destaque na equipa inicial, primeiramente na Liga Intercalar e posteriormente na Liga Vitalis, sendo que na actualidade, o mesmo é na maior parte das vezes, utilizado como médio interior esquerdo, posição na qual se tem destacado, tornando-se dessa forma, num dos grandes responsáveis pela manutenção do clube, do segundo escalão do futebol português. Rúben Lima trata-se de um jogador de extrema qualidade em termos posicionais e, muito maduro nas transacções defensivas. Muito forte nas antecipações, dobrando de igual forma os centrais, visto que graças à sua estatura, muitos são os lances ganhos no jogo aéreo. Em termos ofensivos, não sendo um jogador espectacular, Rúben Lima sabe muito bem a hora de definir os seus cruzamentos e subidas no terreno de jogo, devido à sua facilidade de passe e de drible curto. Com todas essas qualidades, Rúben Lima destaca-se ainda, pela marcação de bolas paradas. Sendo já uma das grandes referências da actual Selecção Nacional de Sub-21 e uma das grandes revelações da Liga Vitalis, Rúben Lima poderá certamente, conquistar um lugar no plantel "encarnado" na próxima época. Um jogador a ter em conta para o futuro.
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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Mercado Internacional: Abdi

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Dados Pessoais
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Nome: Almen Abdi
Data de Nascimento: 21 de Outubro de 1986
Naturalidade: Prizren, Sérvia
Posição: Médio-Ofensivo
Altura: 1.82 cm
Peso: 75 kg
Clube: Fussballclub Zurich
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Percurso Profissional
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2003-2009 : Fussballclub Zurich
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Almen Abdi, nascido no dia 21 de Outubro de 1986 em Prizren, na antiga Jugoslávia é, neste momento, um dos maiores, senão o maior talento do presente campeonato suíço, nomeadamente, ao serviço do FC Zurique. Quando Almen Abdi chegou à formação do Zurique, com apenas 16 anos de idade, o técnico Lucien Favre, actualmente ao serviço dos germânicos do Hertha de Berlim, considerava a jovem esperança o "novo Kobi Kuhn". Kuhn que fora um dos mais talentosos jogadores suíços de todos os tempos, da história do futebol suíço. Presentemente, parece que Favre estava correcto, visto que Abdi conseguiu tornár-se num excelente jogador e, com um futuro bastante promissor, numa das melhores ligas europeias, nos próximos tempos. Contudo, Abdi demoraria a encontrar o seu espaço, na primeira equipa do Zurique. Na campanha vencedora de 2006/2007, Abdi de apenas 20 anos de idade, conseguiria então, alcançar o caminho do sucesso, encontrando dessa forma, um lugar entre os mais utilizados na equipa. Actuando no lado direito do meio-campo, Abdi apontaria o golo da vitória (3-2) em Berna, dando dessa forma, o rumo correcto para o título nacional. Após as saídas do técnico Favre e dos médios Marfairaz, Dzemaili, Inler e Cesar no Verão de 2007, Abdi conquistaria um lugar importante no onze inicial. O novo treinador da equipa suíça Bernard Challandes, queria que o jovem jogador tivesse mais responsabilidade na equipa, dentro das quatro linhas de jogo, realidade que o mesmo conseguiria adquirir, criando dessa forma, um enorme impacto na equipa. A única coisa que parecia faltar, no seu talentoso futebol era um pouco mais de carácter. As coisas mudariam porém, com o desenvolvimento do jovem nas duas últimas temporadas, nomeadamente na actual. No sistema táctico, utilizado no FC Zurique (4-2-3-1), Abdi alinha atrás do único avançado da equipa, o "gigante" francês Eric Hassli. Nessa posição, Abdi poderá utilizar todas as suas capacidades de passe, bem como, a capacidade de finalização. Nesta temporada, o jovém médio de 22 anos de idade é, no actual momento, o melhor marcador do campeonato com 18 golos apontados (a par do avançado Seydou Doumbia do Young Boys), sendo sem dúvida, o melhor jogador a actuar no principal escalão do futebol suíço. Enquanto médio-ofensivo, Abdi detém um enorme controlo com ambos os pés. Com o seu pé direito, Abdi consegue um apurado, elegante, porém, poderoso remate. Todavia, também consegue finalizar com o seu pé esquerdo, prova disso foi, os dois golos apontados no hat-trick alcançado, frente à formação do Neuchatel Xamax. A nível de Selecção Nacional, Abdi ainda não detém do mesmo estatuto. O seleccionador nacional Ottmar Hitzfeld, actuando com um 4-4-2, com dois médios-centro de características defensivas, torna a situação de Abdi bastante mais difícil. Contudo, o seu fututo na selecção suíça será, certamente brilhante. O talentoso médio, nascido no Kosovo (tendo chegado a território suíço em meados dos anos 80, na companhia dos seus pais) é, neste momento, um dos principais nomes, das listas de aquisições dos principais clubes europeus, nomeadamente de Itália e da Alemanha. O contrato de Abdi termina em 2010 e, as hipóteses do jogador rumar a um outro campeonato, no próximo Verão é, altamente viável. Sem dúvida, um jovem jogador de imenso talento e capacidades técnicas suficientes, para brilhar em qualquer equipa da Europa. Um jogador a ter em conta num futuro próximo.
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Figura da Semana: Edwards

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Dados Pessoais
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Nome: Duncan Edwards
Data de Nascimento: 1 de Outubro de 1936
Data de Falecimento: 21 de Fevereiro de 1958
Naturalidade: Dudley, Reino Unido
Posição: Médio-Ofensivo
Altura: 1.80 cm
Peso: 80 kg
Internacionalizações A: 18 (5)
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Percurso Profissional
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1952-1953 : Manchester United Football Club B
1953-1958 : Manchester United Football Club
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Palmarés
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Taça de Inglaterra de Juniores: 1953, 1954, 1955
Campeonato Inglês: 1956, 1957
Supertaça de Inglaterra: 1956, 1957
Finalista da Taça de Inglaterra: 1954, 1957
Corredor da Fama do Futebol Inglês: 2002
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História
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Duncan Edwards, nascido no dia 1 de Outubro de 1936 em Dudley foi, sem sombra de dúvida, um dos melhores jogadores de toda a história do futebol mundial. Embora tenha tido uma curta carreira, a sua qualidade e capacidades técnicas ficaram para sempre recordadas como um dos mais completos jogadores de sempre. Foi um dos famosos "Busby Babes, a mais jovem equipa do Manchester United formada, sob o comando do mítico Matt Busby em meados dos anos 50, bem como, um dos oito jogadores que faleceram no cruel desastre aéreo de Munique em 1958. Nascido em Dudley, Duncan Edwards assinaria pelo Manchester United ainda em fase de adolescência, tornando-se na altura, num dos jogadores mais jovens, a militar na primeira divisão inglesa, tal como, no mais jovem jogador inglês depois da Segunda Guerra Mundial. Com uma carreira desportiva, de pouco mais de cinco anos, Edwards ajudaria a equipa do United a conquistar dois campeonatos nacionais, bem como, a alcançar as semifinais da Taça da Europa. Embora tenha sobrevivido ao desastre de Munique, em Fevereiro de 1958, o mesmo faleceria 15 dias depois, devido a graves lesões internas. Nascido numa casa em Malvern Crescent, no distrito de Dudley, que na altura fazia parte do condado de Worcestershire, Edwards foi o primeiro filho de Gladstone e Sarah Anne Edwards, bem como, o único filho a atingir a idade adulta, visto que a sua irmã mais nova Carol Anne, faleceria em 1947, com apenas 14 semanas de vida. Mudando-se mais tarde, para Priory Estate (Dudley), Edwards frequentaria a escola primária de 1941 a 1948 e a Escola Secundária de Wolverhampton Street de 1948 a 1952. Nessa altura, Edwards começaria a dar nas vistas, nas várias equipas que representaria em todo o distrito. Sendo um dos principais "alvos" por parte de vários clubes ingleses, entre os quais o Wolverhampton e o Aston Villa, Duncan Edwards assinaria contrato com o Manchester United no dia 2 de Junho de 1952. Contudo, permanece a dúvida da exacta data da sua aquisição. Na altura, o técnico dos "Wolves" ficaria completamente indignado com tal perda, afirmando que, o United teria recorrida a formas ilegais para garantir o concurso do jovem atleta. Edwards começaria a sua carreira no Manchester United, nas camadas jovens do clube, onde em 1953, conquistaria a sua primeira Taça de Inglaterra nos escalão de juniores. Contudo, na altura da final da prova, Edwards já havia se tornado membro da equipa principal. No dia 4 de Abril do mesmo ano, Edwards jogaria frente ao Cardiff City, num encontro onde o United perderia por 4-1. Edwards tinha apenas 16 anos de idade e 185 dias, fazendo dele, o jogador mais novo de sempre, a actuar na primeira divisão inglesa. Consciente que a equipa do United, na altura, tinha vários jogadores de idade "avançada", Busby tinha em sua mente, trazer "sangue novo" para a equipa e, Edwards juntamente com Dennis Viollet e Jackie Blachflower seriam alguns dos quais que, foram introduzidos durante o ano de 1953. Tendo-se tornando numa das habituais escolhas na temporada de 1953/1954, Edwards conseguiria ao longo da temporada um estatuto de intocável na equipa (24 encontros no campeonato), sendo dessa forma, um dos principais responsáveis pela qualificação para a final da Taça de Inglaterra, porém, perdida para a formação do Burnley. No entanto, Edwards continuaria a ser um dos grandes membros das camadas jovens do United, devido à sua precoce idade. Com o seu talento e capacidade de liderança, Edwards conquistaria a segunda Taça de Inglaterra no escalão de juniores, pelo segundo ano consecutivo. Duncan Edwards faria a sua estreia pela Selecção Nacional de Inglaterra de Sub-23, no dia 20 de Janeiro de 1954, frente à selecção italiana, ficando no final da partida, a incógnita sobre a sua inclusão na selecção principal. Contudo, no dia em que supostamente seria observado, para tal facto, o mesmo não corresponderia às espectativas dos delegados da Selecção Nacional. Na época seguinte, Edwards faria um total de 36 encontros com a camisola principal do United, tendo inclusivé, apontado os seus primeiros golos enquanto profissional de futebol, concluíndo a temporada com seis tentos alcançados. Devido às suas marcantes exibições, o seu nome voltaria a ser apontado à selecção inglesa. Durante o encontro frente ao Huddersfield Town, alguns membros da equipa técnica da selecção inglesa, tinham como "missão" a observação detalhada do jogador em questão, contudo, a resposta seria a mesma: negativa, mesmo com o jogador a ser seleccionado tanto para a "Football League XI", como para a Selecção B de Inglaterra. Apesar de ter sido criticado pela imprensa, o seu sonho seria alcançado e, no dia 2 de Abril de 1955, Duncan Edwards de apenas 18 anos e 183 dias, tornár-se-ia no mais jovem jogador a representar a Selecção Nacional de Inglaterra, desde a Segunda Guerra Mundial. Um recorde, apenas superado anos mais tarde por Michael Owen em 1998. Três semanas depois, Edwards voltaria à equipa de juniores, a tempo de alcançar a terceira vitória consecutiva na Taça de Inglaterra, embora essa decisão fosse altamente criticada, nada impederia o jovem de levantar novamente a taça em questão. Após ter realizado uma mini-torné europeia em Maio de 1955, Edwards começaria uma nova etápa na sua vida: o regime militar. Durante dois anos, o jovem jogador ficaria estabelecido em Nesscliffe, perto de Shrewsbury, ao lado do seu companheiro de equipa Bobby Charlton. Autorizado a participar em encontros oficiais do Manchester United, bem como, nalguns encontros amigáveis no exército, Ducan Edwards chegaria ao espantoso número 100 em jogos realizados. Na temporada de 1955/1956 e, apesar de uma ausência de cerca de dois meses, Edwards conseguiria disputar 33 encontros pelo United, tendo dessa forma, conquistado o campeonato nacional, com uma vantagem de 11 pontos para o Blackpool. Na época seguinte, com as 34 partidas realizadas, Edwards chegaria aos 100 jogos oficiais com a camisola principal do Manchester United, bem como, ao bicampeonato nacional e à final da Taça de Inglaterra, porém, mais uma vez, a equipa do Manchester não conseguiria conquistar tal troféu, perdendo na final com o Aston Villa por 2-1, tal como a oportunidade de alcançar a "dobradinha" no ano de 1957. Nessa mesma temporada, Edwards também disputaria sete encontros na Taça da Europa (a primeira para o Mancheter United), onde se destaca a espantosa vitória por 10-0 frente aos belgas do Anderlecht, resultado que se mantém até hoje, como o mais volumoso de toda a sua história. Por essa altura, Duncan Edwards era já um dos titulares indiscutíveis da selecção inglesa, tendo marcado presença nos quatro encontros de qualificação para o Campeonato do Mundo de 1958, tendo apontado inclusivé, dois golos, na vitória por 5-2 frente à Dinamarca em Dezembro de 1956. Visto como um jogador nuclear na selecção e, uma das grandes esperanças para a conquista do Mundial, Edwards era de igual forma, visto como o mais sério candidato a substituir o veterano Billy Wright, na posição de capitão de equipa da selecção inglesa. Duncan Edwards começaria a época de 1957/1958 em excelente forma, começando por essa altura uma forte cobiça, por parte de vários clubes italianos, numa tentativa de alcançar a sua contratação. O seu último encontro em território de sua Majestade, aconteceria no dia 1 de Fevereiro de 1958, após ter apontado o primeiro golo da partida, na vitória por 5-4 frente ao Arsenal. Cinco dias depois, o mesmo disputaria o seu último encontro com as cores do United, no empate a três golos, frente à formação do Estrela Vermelha de Belgrado (encontro disputado em Belgrado), num encontro a contar para a qualificação para as semi-finais da Taça da Europa, onde o Manchester United ganharia por 5-4, no total das duas partidas. Porém, no regresso de Belgrado, o avião que transportava tanto Edwards como os seus colegas, sofreria um grave acidente na descolagem, após uma paragem em Munique. Sete jogadores, bem como, 14 outros passageiros faleceriam nesse fatídico dia. No entanto, Edwards conseguiria escapar ainda com vida, onde seria levado de pronto para o Hospital Rechts der Isar, devido a multiplas fracturas no seu corpo e vários problemas no funcionamento renal. Sob uma enorme confidencialidade, havia uma dura verdade: Edwards nunca mais poderia praticar futebol. Tendo recebido um rim artificial no dia seguinte, o mesmo provocaria um hemorrogia interna. Após uma intensa luta pela vida e uma extraordinária coragem por parte de Edwards, o mesmo não conseguiria resistir, tendo falecido no dia 21 de Fevereiro de 1958, devido a uma falha nos rins. Duncan Edwards tinha apenas 21 anos de idade. O jovem atleta seria sepultado no Cemitério de Dudley cinco dias depois, ao lado da sua irmã Carol Anne. Mais de 5.000 pessoas prestaram uma última homenagem, a um dos maiores talentos do século XX. O único que um dia faria Bobby Charlton dizer que: "Edwards foi o único jogador que me fez sentir inferior". Para a história fica um dos melhores jogadores de todos os tempos. Muito forte a nível táctico e fantástico no sentido de passe. As suas capacidades eram completas: excelente com ambos os pés, correcto nos passes longos e curtos, fazendo tudo isso, em pequenos espaços de tempo. Edwards é ainda recordado, pelo seu poder e tempo de drible, bem como, pela sua capacidade de passe e remate com ambos os pés, pelas suas mudanças de velocidade durante os 90 minutos e pelo seu forte jogo aéreo e remates de meia-distância. Para a história fica, o jogador que, embora tenha "desaparecido" com apenas 21 anos foi, certamente um dos maiores talentos de toda história do futebol mundial, bem como, uma das grandes incógnitas, relacionado com o seu futuro: Teria sido Edwards o melhor jogador de todos os tempos?
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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Medalha de Lata

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Angel Di Maria
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Muito ao estilo do antigo internacional português José Dominguez, o jogador argentino Angel Di Maria, do Sport Lisboa e Benfica, poderá ser um daqueles atletas que, poderiam alcançar muito mais se... passassem a bola de vez em quando. Tal como fora Domíguez no passado, o argentino sempre que inicia uma manobra ofensiva é considerado um perigo constante. Porém, uma das grandes bases do futebol praticado pelos extremos ofensivos é, alcançar a linha de fundo e cruzar para a área: muito simples! Com Di Maria as coisas resultam de uma forma diferente, pois em vez de cruzar, o mesmo tenta fintar tudo e todos ao mesmo tempo e, qual o resultado final... perdas e mais perdas de bolas. Di Maria tem tudo para ser um dos melhores extremos da sua geração: velocidade, técnica, visão e colocação de passe... contudo, falta o essencial... o jogo colectivo. Quando tal factor suceder na sua forma de entrar nas quatro linhas de jogo, Di Maria certamente se tornará num dos melhores na sua posição. Por enquanto... o seu destino será o que fora Dominguez um dia... um grande jogador, com um enorme futuro, porém, perdido no tempo.
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Destaque da Semana

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Futebol Clube do Porto
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Mais palavras para quê? O Futebol Clube do Porto sagrou-se esta semana tetra-campeão nacional, sendo que o técnico portista, tornou-se no primeiro treinador português a alcançar três campeonatos nacionais consecutivos. O clube das "Antas" foi um justo vencedor devido à sua cruel regularidade. Forte na defesa e eficaz no ataque, estas foram as armas do Futebol Clube do Porto durante toda a temporada. Com um futebol atractivo, muito ao estilo do futebol espanhol ou inglês, a equipa orientada por Jesualdo Ferreira tem ainda um factor muito importante: tem a defesa menos batida em toda a Europa. Deste modo, jogadores como Bruno Alves, Rolando, Cissokho, Raúl Meireles, Lucho González, Fernando, Lisandro López, Hulk e Cristian Rodríguez poderão a muito curto prazo tornarem-se num dos próximos alvos do inevitável mercado europeu. Pela sua regularidade, espectacularidade e coesão grupal, a equipa do Futebol Clube do Porto só poderia estar de parabéns.
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terça-feira, 19 de maio de 2009

Equipa da Semana

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Equipa da Semana
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Equipa
Pedro Roma, João Pereira, Bruno Alves, Nuno André Coelho, Pedrosa
Hugo Leal, João Moutinho, Alan, Cascavel, Liedson e Óscar Cardoso
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Mercado Nacional: Fábio Coentrão

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Dados Pessoais
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Nome: Fábio Alexandre da Silva Coentrão
Data de Nascimento: 11 de Março de 1988
Naturalidade: Vila do Conde, Portugal
Posição: Extremo-Esquerdo
Altura: 1.78 cm
Peso: 66 kg
Clube: Rio Ave Futebol Clube
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Percurso Profissional
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2004-2007 : Rio Ave Futebol Clube
2007-2008 : Sport Lisboa e Benfica
2007-2008 : Clube Desportivo Nacional (E)
2008-2009 : Real Zaragoza (E)
2008-2009 : Rio Ave Futebol Clube (E)
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Fábio Alexandre da Silva Coentrão, nascido no dia 11 de Março de 1988 em Vila do Conde é, neste momento uma das grandes jovens esperanças do futebol português, bem como, um dos melhores avançados portugueses da presente temporada futebolística, com a camisola do Rio Ave. Contratado em 2007 por parte do Sport Lisboa e Benfica, Fábio Coentrão foi na altura, considerado o melhor jogador a actuar na Segunda Divisão de Portugal, sendo um dos grandes responsáveis pela excelente campanha do Rio Ave no segundo escalão do futebol português. A sua aquisição, pelas mãos do Presidente benfiquista, Luis Filipe Vieira, foi na época um tremendo golpe para o Sporting Clube de Portugal, bem como, para o Futebol Clube do Porto, visto que ambos pretendiam a contratação da jovem nova estrela nacional. Porém, nem só em Portugal, o seu nome era escutado, clubes como o Manchester United, o Real Madrid e o Chelsea estavam de olho nas suas apuradas capacidades técnicas. Todavia, seria o Benfica a alcançar os seus serviços, mostrando que estava de volta à liderança do mercado nacional. Apelidado de "Figo das Caxinas", Fábio Coentrão mereceria ainda mais destaque, após eliminar o Sporting em Alvalade, num encontro a contar para a Taça de Portugal. No final dessa época (2006-2007), a revista "World Soccer Magazine" classificaria-o como um dos melhores talentos de 2007, comparando-o inclusivé, ao internacional holandês e jogador do Real Madrid Arjen Robben. A sua transferência para a Luz, era assim encarado com uma enorme expectativa. Contudo, de "águia ao peito", Fábio Coentrão apenas realizaria três encontros e nenhum golo apontado. Uma primeira experiência para esquecer, embora servisse para alargar os seus horizontes, em torno da sua carreira desportiva. Antes de ser emprestado ao Nacional da Madeira, em Janeiro de 2008, clube onde realizaria 16 encontros e 4 golos, Fábio Coentrão esteve praticamente, com um pé, nos holandeses do Feyenoord de Roterdão. Porém, tal não se realizaria. O seu destino acabaria por ser o Real Saragoça (devido aos acordos estabelecidos, em relação à transferência de Aimar para o clube "encarnado"), clube que na altura tinha descido para a Segunda Divisão de Espanha. Tal como sucedera na sua passagem pelo Benfica, Fábio Coentrão não conseguiria impôr todo o seu talento (apenas um jogo realizado), ficando no ar, se de facto o jovem avançado tinha capacidades psicológicas, para se tornar numa verdadeira estrela de futebol. Na presente temporada, Fábio Coentrão regressaria às suas origens, onde mais uma vez voltaria a ser feliz, com as cores do Rio Ave. Neste momento, Fábio Coentrão é um dos melhores extremos a actuar no principal campeonato português, bem como, um dos grandes responsáveis, pela provável manutenção do clube de Vila do Conde, no primeiro escalão do futebol nacional. Com exibições de encher o olho, Fábio Coentrão tem tudo para se tornar num dos grandes "reforços" do Benfica para a temporada de 2009/2010. Fábio Coentrão tem tudo para se tornar numa das grandes referência do futebol "encarnado" e da própria Selecção Nacional de Portugal, posto onde, ao serviço dos Sub-21 já é um dos melhores. Porém, tal como todos os jovens futebolistas, Fábio Coentrão precisará de mais oportunidades (do que na sua primeira passagem), para provar que é realmente uma das esperanças nacionais.
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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Mercado Internacional: Humberto Suazo

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Dados Pessoais
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Nome: Humberto Andrés Suazo Pontivo
Data de Nascimento: 10 de Maio de 1981
Naturalidade: San Antonio, Chile
Posição: Avançado
Altura: 1.72 cm
Peso: 79 kg
Clube: Club de Fútbol Monterrey
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Percurso Profissional
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1987-1995 : Club Torino
1995-2000 : Club Deportivo Universidad Católica
2000-2001 : Club de Deportes Ñublense
2001-2002 : Club Deportivo Magallanes
2002-2003 : Club Social y Deportivo San Antonio Unido
2003-2004 : Club Deportivo San Luís
2004-2006 : Audax Italiano La Florida
2006-2007 : Club Social y Deportivo Colo-Colo
2007-2009 : Club de Fútbol Monterrey
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Humberto Andrés Suazo Pontivo, nascido no dia 10 de Maio de 1981 em San Antonio é, neste momento, um dos melhores goleadores a militar nos campeonatos da América do Sul, nomeadamente, ao serviço do Monterrey do México. Suazo começaria a sua aventura no mundo futebolístico, com apenas seis anos de idade, através do seu pai, na altura técnico do Club Torino, clube perto da sua terra natal. Após oito temporadas no Torino, em Dezembro de 1995, Suazo assinaria pelo Universidad Católica, clube onde passaria a fazer parte das camadas jovens do clube. Com uma passagem algo controversa pelo clube, o empréstimo seria a solução mais viável para o jovem atleta. Em 2000 Suazo seria apresentado no Ñublense, equipa da segunda divisão chilena e, onde faria a sua estreia enquanto profissional de futebol, frente à formação do Magallanes (tendo assinado também o seu primeiro golo). Porém, uma grave lesão no perónio afastaria-o dos relvados durante sete meses, ficando dessa forma, fora dos convocados, para o Campeonato do Mundo de Sub-20 em 2001. No final do mesmo ano, Suazo assinaria pelo Magallanes, tendo feito uma época bastante razoável. Todavia, na temporada seguinte, Suazo voltaria a mudar de ares, assinando contrato com a equipa do San Antonio. Em 2003, após mais uma época em que não conseguiu impôr todo o seu talento, Suazo rubricaria contrato com o San Luís, clube da terceira divisão chilena e, onde conseguiria realizar uma das suas melhores temporadas de sempre, apontando um total de 40 golos numa só época. Após uma época de sucesso, Suazo estava pronto para dar um salto na sua carreira desportiva e, no Verão de 2004 o avançado chileno assinaria pelo Audax Italiano, clube onde passaria durante duas temporadas com algum sucesso (tirando mais uma lesão que o afastaria das quatro linhas durante vários meses), onde apontaria por mais uma vez 40 golos numa só época futebolística. Em 2006, Humberto Suazo chegaria ao Colo-Colo, clube onde ao lado de Matías Fernandez, faria parte de uma das duplas mais temíveis do futebol chileno. Demonstrando toda a sua veia goleadora, Suazo seria um dos grandes responsáveis pelo 24º título nacional do clube, após apontar 33 golos em apenas 14 encontros, bem como, as finais da Taça Sudamerica, através dos seus 10 golos em 12 jogos. No final de 2007, muitos eram os rumeros em relação a uma possível saída, tendo como principais destinos o Santos Laguns do México e os italianos do Catania. Todavia, o seu destino passava pelo Colo-Colo, onde durante mais alguns meses, conseguiria várias conquistas importantes. Porém, após vários meses de imensa especulação, em torno do seu futuro, Suazo seria finalmente vendido, após expirar o seu contrato em Junho de 2007, por uma verba a rondar os 8 milhões de dólares, aos mexicanos do Monterrey, tendo sido até ao mesmo a transferência mais cara de um futebolista chileno oriundo do campeonato chileno. No entanto, o seu rendimento, durante a sua primeira temporada não foi a mais esperada, realizando apenas 12 encontros onde facturou apenas por três ocasiões. Juntando-se o mau rendimento, às eventuais divergências com colegas e equipa técnica, o nome de Suazo tornár-se-ia num dos principais jogadores na eventual lista de contratações por parte dos argentinos do Independiente. Contudo, tal facto nunca viria a acontecer, visto que a formação argentina recusava-se a pagar os 8 milhões de dólares pela sua transferência. Consciente do seu pobre rendimento, Humberto Suazo provaria mais uma vez que era um dos melhores avançados a jogar na América do Sul. Premiado pela IFFHS (Bola de Ouro como goleador em torneios internacionais), bem como, a conquista da Bota de Prata Mundial, devido aos seus 34 golos apontados (ficando a apenas um golo do holandês Klaas-Jan Huntelaar), Humberto Suazo provaria que se tratava de uma verdadeira máquina de fazer golos. Neste momento ele é um dos grandes destaques do futebol chileno, bem como, uma das grandes esperanças no Campeonato do Mundo de 2010 na África do Sul. O seu nome é de facto um dos grandes alvos, para o próximo mercado de Verão. Um jogador a ter em conta, sem dúvida alguma.
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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Figura da Semana: Wilkes

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Dados Pessoais
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Nome: Servaas "Faas" Wilkes
Data de Nascimento: 13 de Outubro de 1923
Data de Falecimento: 15 de Julho de 2006
Naturalidade: Roterdão, Holanda
Posição: Avançado
Altura: 1.90 cm
Peso: 74 kg
Internacionalizações A: 38 (34)
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Percurso Profissional
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1940-1949 : Xerxes DZB
1949-1952 : Football Club Internazionale Milano
1952-1953 : Torino Football Club 1906
1953-1956 : Valência Club de Fútbol
1956-1958 : Venlose Voetbal Vereniging Venlo
1958-1959 : Levante Unión Deportiva
1959-1962 : Fortuna Sittard Combinatie
1962-1964 : Xerxes DZB
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Palmarés
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Vice-Campeonato Italiano: 1951
Taça do Rei: 1954
Troféu Concepción Arsenal: 1954
Presença nos Jogos Olímpicos de Londres: 1948
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História
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Servaas "Faas" Wilkes, nascido no dia 13 de Outubro de 1923 em Roterdão foi, uma das primeiras grandes figuras do futebol holandês, bem como, o primeiro "mago" da "laranja mecânica". No seu tempo, não existia ninguém com tal capacidade técnica e velocidade. Nunca foi campeão nacional, bem como, nunca representou a Selecção Nacional da Holanda numa fase final de uma competição internacional. Todavia, o seu nome não deixa de fazer parte, de um lote exclusivo do futebol mundial. Faas Wilkes começaria a dar os seus primeiros passos no mundo do futebol, nas ruas de Roterdão, onde nos finais dos anos 40, o mesmo, era já tido como um dos melhores jogadores do ainda amador futebol holandês. Juntamente com Kees Rijvers e Abe Lenstra, Wilkes formaria o famoso "Gouden Binnentrio" da selecção "laranja". De toda a forma, esse dito "trio de ouro", não disputaria muitas partidas em conjunto, devido ao facto de, o futebol holandês não ser ainda uma modalidade profissional. Dessa forma, a selecção holandesa era composta apenas por atletas amadores e que jogassem no próprio país de origem. Optando pela via profissional, Wilkes rumaria ao futebol italiano em 1949, após nove épocas no modesto Xerxes, tornando-se assim, no quarto jogador holandês (após Gerrit Keizer, Bep Bakhuys e Gerrit Vreken) a jogar fora do seu país. O elegante avançado, na altura, o melhor jogador do futebol holandês que entretanto conquistaria cada vez mais o devido reconhecimento individual, acabaria por ficar afastado da selecção, durante um período de seis anos, regressando apenas posteriormente em 1955, na altura em que representava os espanhóis do Valência. Embora jogasse num campeonato que não o holandês, a Federação Holandesa de Futebol, de uma forma tímida, resolviria desenvolver de uma vez por todas o futebol do seu país, aderindo ao seu profissionalismo em 1954, criando dessa forma, um campeonato de clubes de âmbito profissional, bem como, estabelecendo novas regras na critério de convocação da Selecção da Holanda. Todavia, para Abe Lenstra não haveria qualquer problema, pois nunca sairia do seu país, representando na altura o Heerenveen, contudo, para Wilkes e Rijvers que, entretanto rumara ao Saint-Étienne no ano de 1950, as coisas mudariam de forma radical. No entanto, no caso de Rijvers foi diferente, pois só ao assinar pelo Feyenoord em 1957 é que conseguiu a devida autorização. A última ocasião em que o Inter de Milão havia sido campeão acontecera na temporada de 1939/1940, ainda com o seu antigo nome: "Ambrosiana". O Presidente dos "nerazzurri", Carlos Rinaldo Masseroni, antecessor de Angelo Moratti, estva na altura, disposto a reforçar o seu plantel, tendo em vista o título nacional, através de duas aquisições "mágicas". A primeira seria o franco-húngaro István Nyers em 1948 e o outro, o holandês Faas Wilkes. A forma incrível de como fazia os seus dribles e a abundância de golos apontados por Wilkes, depressa conquistaria os adeptos italianos. Com Nyers, Benito Lorenzi, Luigi Armano e mais tarde Lennart Skoglund (que na altura entraria no lugar de Amedeo Amadei), o holandês constituiria um quinteto de alto requinte ofensivo. Porém, apesar do grande entusiasmo por parte dos adeptos, Wilkes nunca conseguiria conquistar o título nacional, equanto a sua estadia no Inter de Milão, na altura orientado por Giulio Cappelli e posteriormente por Aldo Olivieri. Os milaneses, já com Alfredo Fono no comando técnico conseguiria o tão ambicionado "scudetto", o primeiro após a Segunda Guerra Mundial na já longíqua época de 1952/1953, numa altura em que o "Olandese Volante" já se tinha transferido para a formação do Torino, numa aposta em ajudar na reconstrução do plantel que fora cruelmente arrasado no trágico acidente aéreo de Superga em 1949. Vários problemas no joelho, impediram-no de realizar uma boa passagem pelo clube de Turim. Todavia, numa altura em que se encontrava na plenitude da sua forma, Wilkes viajaria até Valência, para disputar uma partida de homenagem a Antonio Puchades, em Junho de 1953. A forma de como o holandês encarou a partida, foi algo que não se pode relatar em meras palavras... foi preciso ver para crer. O presidente do clube espanhol, prontamente tentaria o seu concurso, algo que viria a confirmar-se dias mais tarde. Todos os elementos do clube "ché" sabiam da sua forma de jogar. Sabiam que não era dos jogadores mais esforçados. Contudo, todos tinham a plena noção de que ele poderia decidir uma partida num pequeno lance individual, devido aos seus magníficos dribles. A sua primeira temporada, no futebol espanhol foi bastante positiva, a modos que se dizia que, com ele em campo, o Valência entraria a ganhar com um golo de vantagem. Wilkes, na altura com 30 anos de idade, apontaria 18 golos no campeonato, ficando apenas atrás das lendas Alfrendo Di Stefano (a sua primeira temporada no Real Madrid) e Lászlo Kubala. Existe uma história que, aliás, envolve os nomes de Wilkes e Kubala. Num encontro entre Barcelona e Valência, Wilkes após ter driblado Biosca e Segarra, apercebeu-se que Kubala iria ao seu encontro, numa forma de o travar. Com a velocidade do costume, o avançado holandês adiantaria a bola, deixando Kubala pregado no relvado. Conformado com a situação, Kubala levantár-se-ia e dirigindo-se a Wilkes, o mesmo reconheceu o talento do holandês, através de uma aperto de mão. Dessa forma, não é difícil perceber, as razões pelas quais Johan Cruyff o tinha como principal referência, durante a sua infância. A magia que Wilkes trouxe ao jogo em si, com mudanças bruscas de velocidade e, com a bola colada ao pé, fintando os seus adversários com simulações de corpo foi algo, que na altura, só poderia ser sensacional, principalmente, para o futebol holandês, pois a partir daí, tudo mudou no estilo característico nas manobras ofensivas. A capacidade de drible era, sem dúvida, o seu ponto mais forte. Antes de regressar ao futebol espanhol, pela segunda vez, Wilkes representaria os holandeses do VVV-Venlo durante duas temporadas. Em 1958, com 35 anos de idade e já na fase final da sua carreira desportiva, Wilkes assinaria pelo espanhóis do Levante, clube onde permaneceria durante uma temporada apenas, antes de rumar definitivamente ao seu país de origem. Após três temporadas no Fortuna, embora sem o sucesso do passado mas com o brilho de sempre, Wilkes terminaria a sua carreira no clube onde tudo começara, no Xerxes, clube onde finalizaria a sua aventura pelos relvados em 1964, com 41 anos de idade. Por todos os locais por onde passou, a sua magia ficaria eterna. Wilkes nunca ganharia um título de campeão nacional, porém, o que importa tal facto, comparado ao de ter deixado um legado imortal no seu país e por ter sido a grande referência de Johan Cruyff. Wilkes faleceria no dia 15 de Julho de 2006, na sua terra natal, aos 82 anos de idade, vítima de problemas cardíacos. Para a história fica, o homem que um dia mudou todo o universo do futebol holandês. Para a história fica, um dos melhores goleadores da história da Selecção Nacional da Holanda (35 golos em 38 encontros). Para a história fica, um dos melhores magos de toda a história do futebol mundial.
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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Medalha de Lata

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Quique Flores
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Chegou ao fim o ciclo de Quique Flores no comando técnico do Sport Lisboa e Benfica. No Verão de 2008, o "jovem" treinador espanhol, chegava com a garantia de um futebol atractivo e de aposta em juventude. No entanto, a verdade é que nenhum dos dois indicadores aconteceu de facto. Apresentando um futebol pobre, de má gestão e de pouca garantia de futuro, o futebol do Benfica necessita de uma vez por todas, de ser altamente renovado. A aposta em jogadores de formação é uma das alernativas a explorar, bem como, a aquisição de jogadores oriundos do futebol português. Basta de aquisições milionárias e que, no final da época não passaram da fracassadas contratações. Contudo, Quique Flores deixou no ar um enorme exemplo de carácter humano e profissional, dentro e fora das quatro linhas. No entanto, o futebol não é feito de boas acções, mas sim de magia e talento, bem como, de uma enorme capacidade de organização dentro e fora dos relvados. O espanhol não conseguiu nenhum desses promenores, que tanto dizem ao futebol da actualidade. Após mais uma derrota (3-1), frente ao Nacional da Madeira, Quique Flores deixou de ser o treinador dos "encarnados", tornando-se de pronto num alvo a abater. Porém, não só o treinador tem que mudar, também algumas mentalidades por parte de alguns jogadores tem que ser frontemente reflectidas. Necessita-se rapidamente dos famosos "jogadores à Benfica". Jogadores que dão tudo o que têm dentro de campo, respeitando aquele símbolo que transportam no seu peito. Dessa forma, só uma maneira de obter esse orgulho em representar algo... apostando em quem merece.
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Destaque da Semana

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Formação Exemplar
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Se existem clube que poderão dar o exemplo, de como gerir a formação do mesmo, sem dúvida que, os ingleses do Arsenal, Manchester United e os espanhóis do Barcelona e Real Madrid estão nos primeiros lugares do topo. Se analisarmos todos esses clubes, poderemos constactar que o Arsenal possui no seu plantel actual 16 jogadores oriundos da formação do clube, o Manchester 10 jogadores, o Barcelona 12 elementos e o Real Madrid 8 jogadores. Contudo existe ainda um outro clube que faz da sua formação a sua mais valia. O Sporting Clube de Portugal é realmente um exemplo de coragem e de aposta por parte do treinador, neste caso Paulo Bento. Jogadores como Rui Patrício, Daniel Carriço, Marco Caneira, Adrien Silva, Miguel Veloso, Bruno Pereirinha, João Moutinho, Ronny e Yannick Djaló têm todos um denominador comum: a formação. Se analisarmos que os seus rivais de Lisboa apenas possuem no plantel quatro jogadores (Moreira, Miguel Vítor, Jorge Ribeiro e Rúben Amorim) e o Futebol Clube do Porto apenas dois (Hugo Ventura e Bruno Alves), poderemos afirmar com toda a certeza que, o clube de Alvalade se encontra a anos luz dos seus principais adversários. Pela aposta em jovens jogadores e pela coragem por parte do treinador em os manter activos no plantel, todos este clube só poderiam estar de parabéns, ou não fosse esta a grande forma de se estar no futebol : formar para jogar.
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terça-feira, 12 de maio de 2009

Equipa da Semana

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Equipa da Semana
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Equipa
Cássio, Patacas, Maicon, Nuno André Coelho, David Luíz, Hugo Leal
Rúben Micael, Nuno Assis, Bruno Gama, Cristian Rodríguez e Carlão
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Mercado Nacional: Regula

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Dados Pessoais
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Nome: Paulo Roberto da Costa Regula
Data de Nascimento: 12 de Março de 1989
Naturalidade: Sarilhos Pequenos, Portugal
Posição: Médio-Ofensivo
Altura: 1.84 cm
Peso: 71 kg
Clube: Vitória Futebol Clube
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Percurso Profissional
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2006-2008 : Vitória Futebol Clube B
2008-2009 : Vitória Futebol Clube
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Paulo Roberto da Costa Regula, nascido no dia 12 de Março de 1989 em Sarilhos Pequenos é, neste momento, uma das grandes revelações, do principal campeonato português, nomeadamente ao serviço do Vitória de Setúbal. Formado nas camadas jovens do Vitória de Setúbal, clube onde entraria ainda bastante jovem, cumpriu na última temporada, na de 2007/2008 o seu último ano de formação, onde conseguiria realizar um excelente campeonato nacional da respectiva categoria. Na pré-temporada em 2008, ficaria decidido que o jovem Regula teria uma oportunidade de integrar o plantel principal dos sadinos, trabalhando para o aparecimento de uma grande oportunidade. O seu nome chegaria a fazer parte de várias convocatórias, porém, não seria ainda a sua vez de brilhar. Frente à Naval 1º de Maio, Carlos Cardoso, técnico principal dos sadinos e, um dos grandes "homens da casa" decidiria lançar o jovem de apenas 20 anos de idade, concedendo-lhe dessa forma, a oportunidade de se estrear na Liga Sagres. Paulo Regula entraria aos 26 minutos, onde prontamente conseguiria uma clara ocasião de golo, contudo, devido ao natural nervosismo, o jovem não conseguiria facturar no dia da sua estreia. No final da partida, estava mais que visto que, o jovem médio-ofensivo era mais uma das grandes revelações nacionais do campeonato. Neste preciso momento, Regula é um dos grandes pilares da formação sadina, tornando-se dessa forma, num dos grandes alvos, dos grandes clubes nacionais, na próxima temporada futebolística. O jovem médio criativo sadino, que curiosamente começaria a dar os primeiros passos, no mundo do futebol, nas escolas do Sporting Clube de Portugal, tem sido um dos grandes "observados" por parte do Director Desportivo do Sport Lisboa e Benfica Rui Costa. No entando, os "encarnados" não estaram sozinhos na corrido do jovem futebolista. Também o Futebol Clube do Porto está de "olho" no internacional sub-21. Os "dragões" estarão mesmo dispostos a avançar com uma proposta bastante tentadora, avaliada em 1 milhão de euros. Com contrato com o Vitória de Setúbal até Junho de 2011 e, com uma cláusula de rescisão de 5 milhões de euros, Paulo Regula que não recebe há mais de quatro meses, motivo mais do que suficiente para rescindir contrato, embora o mesmo não avance para esse procedimento, será certamente um dos nomes do mercado de Verão em 2009. Veremos todavia, qual a direcção que tomará, se para sul ou para norte.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mercado Internacional: Medel

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Dados Pessoais
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Nome: Gary Alexis Medel Soto
Data de Nascimento: 3 de Agosto de 1987
Naturalidade: Pudahuel, Santiago, Chile
Posição: Médio-Defensivo
Altura: 1.72 cm
Peso: 71 kg
Clube: Club Deportivo Universidad Catolica
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Percurso Profissional
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2006-2009 : Club Deportivo Universidad Catolica
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Gary Alexis Medel Soto, nascido no dia 3 de Agosto de 1987 em Santiago é, neste preciso momento, um dos grandes talentos, da nova geração do futebol chileno. Com apenas 1.72 cm, Gary Medel pode não ter a estatura clássica, para um médio-defensivo actual, contudo, não se deixem enganar pois, o "Pitbull" chileno, é um dos maiores talentos da América do Sul. Este multi-talentoso jogador, nascido em Pudahuel, uma pequena comunidade, localizada na província de Santiago, detém inúmeras qualidades que, o poderão transformar, no mais brilhante "produto" do futebol chileno da próxima década. Com um estilo de jogo baseado na intensidade e na alta pressão durante todos os 90 minutos de jogo, não seria de espantar, a súbita paixão por parte da imprensa nacional. Medel ganharia a alcunha de "Gattuso chileno", após ter sido comparado com o mesmo, devido ao mesmo estilo de jogo, que ambos praticam dentro das quatro linhas de jogo. Devido a todos esses factos, Medel é sem dúvida, o jogador mais excitante e inteligente a actuar na primeira divisão chilena. Portador de um forte remate, uma espantosa capacidade no jogo aéreo e um apurado estilo de passe, Medel enquanto médio-defensivo, tem que ter a noção, da importância de encontrar os seus companheiros com os seus passes, bem como, pelo forte jogo sem bola. Este jogador destro, que pode actuar como defesa-central (devido às suas características) ou num dos lados do meio-campo, poderá ser uma das grandes atracções, na mais que provável, liga "espanhola". Gary Medel é assim, o grande "produto" das camadas jovens do Universidad Catolica. O médio-defensivo faria a sua estreia no principal escalão profissional no ano de 2006, com apenas 19 anos de idade. No Campeonato do Mundo de Sub-20, disputado no Canadá, Medel seria um dos grandes responsáveis, pela conquista do terceiro lugar na prova. No final da competição, o seu nome, bem como, dos seus companheiros Arturo Vidal, Alexis Sanchez e Mauricio Isla, seriam um dos mais comentados, por parte dos vários olheiros europeus. Ele apontaria o seu primeiro golo, com a camisola principal do Universidad Catolica, no dia 28 de Julho de 2007, conquistando a partir desse dia, todos os corações dos adeptos do clube chileno. Porém, esse encontro não seria igual a qualquer outro do campeonato. Perante os seus eternos rivais, do Universidad do Chile, Medel apontaria os dois golos da equipa, conquistando dessa forma, a vitória na partida. Em 2008, Medel conquistaria o prémio de Jogador do Ano, pela imprensa chilena, ficando à frente do avançado argentino Lucas Barrios. Com a sua mais que natural ascenção no mundo do futebol, Medel seria a partir de então, um dos regulares convocados do seleccionador nacional Marcelo Bielsa. Com contrato até 2012, Gary Medel, jogador polémico, agressivo (dez cartões amarelos até ao momento, porém, nenhum vermelho), contudo, de um enorme talento, será certamente, um dos grandes alvos, na próxima temporada futebolística, por partes dos grandes clubes europeus. Um jogador a observar com mais atenção num futuro próximo.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Figura da Semana: Puskás

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Dados Pessoais
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Nome: Ferenc "Puskás" Purczeld Biró
Data de Nascimento: 2 de Abril de 1927
Data de Falecimento: 17 de Novembro de 2006
Naturalidade: Budapeste, Hungria
Posição: Avançado
Altura: 1.78 cm
Peso: 76 kg
Internacionalizações A: 85 (84) / 4(0)
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Percurso Profissional
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1943-1949 : Kispest Athletic Club
1949-1955 : Budapest Honvéd Football Club (E)
1957-1958 : Reial Club Deportiu Espanyol de Barcelona
1958-1966 : Real Madrid Club de Fútbol
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Técnico Principal
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1967-1968 : Hércules Club de Fútbol
1967-1968 : San Francisco Golden State Gales
1968-1969 : Vancouver Royal Canadians
1968-1969 : Deportivo Alavés
1970-1975 : Panathinaikos Football Club
1975-1976 : Real Murcia Club de Fútbol
1975-1976 : Corporación Club Social y Deportivo Colo-Colo
1976-1977 : Selecção Nacional da Arábia Saudita
1978-1979 : Athlitiki Enosis Konstantinoupoleos
1979-1982 : El Masry Club
1985-1986 : Club Sol de América
1986-1989 : Club Cerro Porteño
1989-1992 : South Melbourne Football Club
1993-1993 : Selecção Nacional da Hungria
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Palmarés
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Campeonato Húngaro: 1950, 1950, 1952, 1954, 1955´
Vice-Campeonato Húngaro: 1947, 1951, 1953
Finalista da Taça da Hungria: 1955
Melhor Marcador do Campeonato Húngaro: 1948, 1950, 1950, 1953
Campeonato Espanhol: 1961, 1962, 1963, 1964, 1965
Vice-Campeonato Espanhol: 1959, 1960, 1966
Taça do Rei: 1962
Finalista da Taça do Rei: 1960, 1961
Taça dos Campeões Europeus: 1959, 1960, 1966
Finalista da Taça dos Campeões Europeus: 1962, 1964, 1971
Taça Intercontinental: 1960
Finalista da Taça Intercontinental: 1971
Troféu Pichichi: 1960, 1961, 1963, 1964
Taça Duward: 1961, 1962, 1963
Troféu Mohamed V: 1966
Troféu Teresa Herrera: 1966
Troféu Ramón de Carranza: 1959, 1960, 1966
Troféu Benito Villamarín: 1960
Troféu Aid el Kabir: 1966
Troféu Palácio de Cristal de Londres: 1962
Melhor Marcador da Selecção Nacional da Hungria: 84 golos
Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Helsínquia: 1952
Finalista do Campeonato do Mundo de Futebol: 1954
Presença no Campeonato do Mundo de Futebol: 1962
Taça Internacional da Europa Central: 1953
Taça dos Balcãns: 1947
Prémios Jubileu da UEFA: 2003
Bola de Prata da Revista France Football: 1960
Melhor Marcador da Taça dos Campeões Europeus: 1960, 1964
FIFA 100: 2004
Os 100 Melhores Jogadores do Século XX: 1999
Melhor Avançado Europeu do Século XX pela IFFHS: 1995
Campeonato Grego: 1971, 1972, 1979
Vice-Campeonato Grego: 1974
Finalista da Taça da Grécia: 1972
Campeonato Paraguaio: 1986, 1987
Campeonato Australiano: 1991
Finalista do Campeonato Australiano: 1990, 1992
Taça da NSL: 1990
Taça Docherty: 1989, 1991
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História
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Ferenc Purczeld Biró, mais conhecido por Puskás, nascido no dia 2 de Abril de 1927 em Budapeste foi, um dos maiores símbolos de toda a história do futebol mundial, possivelmente, o melhor avançado do mundo do futebol. Puskás apontaria uns magníficos 84 golos em 85 encontros, ao serviço da Selecção Nacional da Hungria, bem como, 514 golos em 529 encontros entre as suas passagens pelo campeonato húngaro e espanhol. Puskás alinharia pela equipa do Honvéd, antes de se juntar ao lendário Real Madrid. Durante os anos 50, Puskás foi um dos grandes membros, bem como capitão de equipa, da lendária selecção húngara que ficaria imortalizada por "Poderosos Húngaros", numa equipa que contava com jogadores como Zoltán Czibor, Sándor Kocsis, József Bozsik e Nándor Hidegkuti. Em 1958, dois anos após o início da Revolução Húngara, Puskás mudár-se-ia para Espanha, onde jogaria no fantástico Real Madrid, clube que na época tinha ao seu dispor, jogadores como Alfredo Di Stefano, Francisco Gento, Raymond Kopa, Héctor Rial e José Santamaria. Puskás era de facto um goleador nato, detentor de um pé esquerdo mortífero, embora. durante toda a sua carreira desportiva, o mesmo tenha contribuído com diversas assistências. Puskás conquistaria o título, de melhor marcador do campeonato húngaro por quatro ocasiões e, em 1948, o avançado húngaro seria inclusivé, o maior goleador em toda a Europa. Já com as cores do Real Madrid, Puskás conquistaria quatro troféus Pichichi, tendo ainda, apontado sete golos em duas finais da Taça da Europa. Em 1995, Puskás seria reconhecido, como o melhor avançado europeu do século XX pela IFFHS. Após a sua retirada, equanto jogador profissional, Puskás iniciaria uma nova etapa na sua vida, tornando-se técnico principal. O momento mais alto dessa sua fase da carreira, aconteceria em 1971, sob o comando dos gregos do Panathinaikos, ao atingir a final da Liga dos Campeões, porém, conquistada pelos holandeses do Ajax por 2-0. Apesar da sua deserção em 1956, Puskás continuaria a ser visto, como um dos grandes heróis do futebol húngaro. Em 1993, o Governo húngaro consederia-lhe o perdão total, permitindo assim, o seu regresso ao seu país natal, onde meses mais tarde, iria orientar a Selecção Nacional da Hungria. Em 1998, Puskás tornár-se-ia no primeiro de sempre FIFA/SOS Embaixador de Caridade. Em 2002, o Népstadion em Budapeste, seria renomeado para Estádio Ferenc Puskás, numa forma de homenagear o atleta que fora no passado. Em Novembro de 2003, Puskás seria nomeado, o melhor jogador húngaro dos últimos 50 anos, pela Federação de Futebol Húngaro, nos Prémios Jubileu da UEFA. Em 2000, seria-lhe diagnosticado a doença de Alzheimer, onde seis anos mais tarde, no dia 17 de Novembro de 2006, não resistiria a uma pneumonia. Nascido em Budapeste e criado em Kispest, Ferenc tinha apenas 10 anos de idade quando, o seu pai, Ferenc Sr. mudou o nome da sua família para Puskás. Ferenc Puskás começaria a sua carreira desportiva, ainda enquanto junior, no modesto Kispesr AC, clube onde o seu pai, que jogara no clube, era o treinador. No início da sua carreira, Puskás utilizaria o pseudónimo Miklós Kovács, numa forma de esconder a sua verdadeira idade. Entre os seus colegas iniciais, encontrava-se o seu amigo de infância e futuro "Poderoso Húngaro" József Bozsik. Puskás faria o seu primeiro jogo oficial, com a camisola principal do Kispest em Novembro de 1943, num encontro frente ao Nagyvárad. Em 1949, a equipa do Kispest seria "adquirida" pelo Ministério da Defesa do Governo húngaro, passando assim, a ser a equipa do exército húngaro, mudando posteriormente, o seu nome para Honvéd. Como resultado desse facto, os jogadores da antiga equipa do Kispest receberiam destaques militares. O avançado Puskás curiosamente, tornár-se-ia Major do exército, posto que levaria a ser apelidado de "Major Galopante". Nesse sentido, a equipa do Honvéd usaria o apuramento para o serviço militar, numa forma de adquirir os melhores jogadores húngaros, tais como Zoltán Czibor e Sándor Kocsis. Durante a sua fase no Honvéd, Puskás seria um dos grandes responsáveis pela conquista de cinco campeonatos nacionais. Puskás que seria ainda, o melhor marcador do campeonato nos anos de 1948, 1950, 1950 e 1953, apontando 50, 31, 25 e 27 golos respectivamente. Ao serviço da Selecção Nacional da Hungria, Puskás faria a sua estreia no dia 20 de Agosto de 1945, num encontro onde os húngaros venceriam por 5-2 a formação da Áustria. O seu recorde de 84 golos pela selecção húngara inclui dois hat-tricks frente à Áustria, um frente ao Luxemburgo e quatro golos, na vitória por 12-0 frente à formação da Albânia. Juntamente com Zoltán Czibor, Sándor Kocsis, József Bozsik e Nándor Hidegkuti, Puskás faria parte da lendária equipa que, ficaria invicta por 32 jogos consecutivos. Durante essa fase, a selecção húngara sagraria-se campeã olímpica em 1952, batendo na final de Helsínquia a formação da Jugoslávia por 2-0. Puskás marcaria por quatro vezes nesse torneio olímpico, incluíndo o primeiro golo da final. Também por duas ocasiões, a formação húngara conseguiria "calar" por completo a selecção inglesa. Em 1953, em pleno Estádio de Wembley, a selecção húngara arrasaria os ingleses por uns claros 6-3, tornando-se assim, na primeira selecção não britânica a vencer os ingleses no mítico Wembley. Um ano depois, em 1954, os "Húngaros" voltariam a golear os ingleses por 7-1 em Budapeste, fixando dessa forma, a maior derrota da selecção inglesa de toda a sua história. Puskás nesses dois encontros, apontaria quatro golos, dois em cada encontro. Aquela exibição futebolística e táctica, seria o início do que se designa nos dias de hoje de "Futebol Total", aplicado pelos holandeses vinte anos depois. Em 1953, a formação húngara conseguiria também, o título de campeã da Europa Central. A Hungria venceria o campeonato, após ter terminado no topo da tabela com 11 pontos alcançados. Puskás terminaria o torneio, como o melhor marcador da prova com 10 golos apontados, sendo que dois deles, seriam aplicados no jogo do títulos, frente à Itália, onde os húngaros venceriam por 3-0. Puskás apontaria três golos nas duas primeiras rondas, disputadas no Campeonato do Mundo de 1954. Derrotariam a Coreia do Sul por 9-0 e depois, a Alemanha de Leste por 8-3. Contudo, frente aos germânicos, Puskás acabaria por sofrer uma lesão no joelho, após um choque com Werber Liebrich. Como consequência desse choque, Puskás só voltaria à competição, na final do torneio. Na final do Campeonato do Mundo de 1954, Puskás voltaria a enfrentar a formação alemã e, apesar da sua má condição física, o avançado húngaro conseguiria apontar o primeiro do encontro e o seu quarto no total, pondo dessa forma, a selecção húngara na frente do marcador, com apenas seis minutos de jogo. Dois minutos mais tarde, Czibor faria o segundo da partida, pondo assim, uma falsa descontração por parte dos jogadores húngaros. Contudo, os lutadores germânicos conseguiriam chegar ao empate antes do intervalo. Na segunda parte, com os sucessivos falhanços, por parte da formação húngara, a seis minutos do final da partida, os alemães chegariam à vantagem. Embora ainda tenha apontado um golo, que daria o empate na partida, o mesmo seria anulado por um suposto fora-de-jogo, altamente confuso. Dessa forma, a vitória final seria para os germânicos e não para os favoritos "Poderoso Húngaros". A equipa do Honvéd entraria na Taça da Europa em 1956, com um empate frente aos espanhóis do Athletic Bilbao na primeira ronda. Porém, a equipa do Honvéd acabaria por perder frente ao Atlético Madrid por 3-2 em Espanha. Todavia, antes do jogo em Budapeste ser disputado, iniciaria-se a Revolução Húngara. Os jogadores negavam-se então a regressar ao seu país natal, tendo sido o encontro da segunda mão, disputado no Estádio Heysel em Bruxelas. Puskás ainda conseguiria o 3-3 na eliminatória, porém, o Honvéd perderia 6-5 no final das duas partidas, deixando assim, os jogadores húngaros num autêntico impasse, em relação aos seus futuros. Os jogadores húngaros conseguiriam então "resgatar" os seus familiares residentes em Budapeste e, apesar da oposição da FIFA e das autoridade húngaras de futebol, os atletas do Honvéd conseguiriam organizar uma torné europeia por Itália, Portugal, Espanha e Brasil. Após o regresso da equipa, os jogadores seguiriam caminhos diferentes. Alguns deles, incluíndo Bozsik, regressariam à Hungria, enquanto que outros, ccomo Czibor, Kocsis e Puskás, conseguiriam encontrar novos rumos na Europa Ocidental. Após ter recusado regressar à Hungria, Puskás jogaria durante alguns meses na formação do Espanyol de Barcelo na. Ao mesmo tempo, tanto o AC Milan como a Juventus disputavam o seu concurso. Porém, com o castigo de dois anos, aplicados pela UEFA, Puskás não poderia disputar qualquer campeonato europeu. Puskás mudár-se-ia então para a Áustria e posteriormente para Itália. Após o termino do seu castigo, Puskás tentaria rumar ao campeonato italiano, contudo, não conseguiria encontrar nenhum clube de topo, disposto a apostar na sua contratação, devido à sua idade e peso. Puskás chegaria a ser referenciado pelo Manchester United, para fazer parte da nova equipa inglesa, após o desastre de Munique em 1958. Porém, devido às regras da FA, em relação a jogadores estrangeiros e, ao facto de Puskás não falar a língua inglesa, o técnico Jimmy Murphy não conseguiria concretizar o seu sonho, de treinar o avançado húngaro. Todavia, uns meses depois, Puskás assinaria contrato com Real Madrid, com a idade de 31 anos, embarcando assim, na segunda fase da sua carreira desportiva. Durante a sua primeira temporada em Espanha, Puskás apontaria quatro hat-tricks, incluíndo um no seu segundo jogo oficial, frente à formação do Sporting de Gijón, no dia 21 de Setembro de 1958. No encontro frente ao UD Las Palmas, no dia 4 de Janeiro de 1959, Puskás e Alfredo Di Stefano apontariam ambos um hat-trick, na vitória por 10-1. Durante a temporada de 1960/1961, Puskás apontaria por quatro ocasiões, frente ao Elche e, na época seguinte, o mesmo apontaria cinco golos frente à mesma equipa. Ferenc Puskás apontaria dois hat-tricks frente ao Barcelona em 1963, um em Santiago Bernabéu e outro em pleno Camp Nou. Durante as oito temporadas em que representou o Real Madrid, Puskás jogaria 180 partidas no campeonato, tendo apontado 156 golos. Ele facturaria vinte ou mais golos, nas suas primeiras seis temporadas na liga espanhola, tendo conquistado dessa forma, o troféu Pichichi por quatro ocasiões: em 1960, 1961, 1963 e 1964, apontando 26, 27, 26 e 20 golos respectivamente. Com todos esses factos, Puskás ajudaria o Real Madrid a conquistar o campeonato espanhol por cinco vezes entre 1961 e 1965, bem como, a Taça do Rei em 1962, onde Puskás seria o grande herói, ao apontar os dois únicos golos da equipa madrilena, na vitória por 2-1 frente ao Sevilha. Puskás jogaria ainda por 39 ocasiões na Taça dos Campeões Europeus, com a camisola do Real Madrid, apontando um total de 35 golos. Ajudaria ainda, a equipa do Real Madrid a alcançar a final da prova em 1959, facturando na primeira mão e no jogo decisivo frente ao Atlético de Madrid nas meias-finais. Contudo, falharia a final devido a uma lesão. Todavia, na época seguinte, ele despertaria. Tendo começado a campanha do Real Madrid em 1960 na Taça da Europa com um hat-trick, frente à formação do Jeunesse Esch e, na semi-final frente ao Barcelona, onde mais uma vez, guiaria o clube madrileno a uma final, após ter apontado três golos nas duas mãos. No encontro da final, relembrada como uma das melhores de sempre, Puskás e Di Stefano conseguiriam mais uma vez, "rebentar" com o seu adversário. O Real Madrid bateria o Eintracht Frankfurt por 7-3 com Puskás a apontar quatro golos e Di Stefano três dos mesmos. No seu longo historial na Taça da Europa, Puskás conta com três hat-tricks incluíndo um na final de 1962, frente ao Benfica, na derrota por 5-3. Em 1965, ele apontaria cinco golos, nos dois encontros frente ao Feyenoord, ajudando assim, uma nova geração a conquistar a Taça da Europa em 1966. Em 1962, Puskás adquiriria a nacionalidade espanhola, tendo disputado posteriormente, quatro partidas pela Selecção Nacional de Espanha, sendo que três desses encontros, aconteceriam no Campeonato do Mundo de 1962. Porém, a sua veia goleadora, não seria exposta por uma única vez. Após a sua retirada do mundo do futebol, equanto jogador profissional, Puskás tornár-se-ia técnico principal, orientando várias equipa pela Europa, América do Norte, América do Sul, África, Ásia e Austrália. O ponto mais alto, da sua carreira de treinador, aconteceria em 1971, ao guiar a equipa do Panathinaikos à final da Taça dos Campeões Europeus, a única da sua história. Após derrotar o Everton nos quartos-de-final, o Panathinaikos conseguiria uma vitória histórica e dramática frente ao Estrela Vermelha de Belgrado. Apesar do 4-1 na primeira máo, os gregos venceriam a segunda partida por 3-0 em casa, qualificando-se dessa forma, para a final da competição. Na final, Puskás regressaria ao Estádio de Wembley, como treinador. A equipa do Panathinaikos teria várias oportunidades de golos, contudo, eles acabariam por perder a partida por 2-0 frente ao Ajax de Johan Cruyff. Durante as cinco épocas sob o comando do Panathinaikos, Puskás ajudaria a equipa a conquistar dois campeonatos nacionais. Com a excepção do clube grego, Puskás falharia na transferência dos seus êxitos enquanto jogador para o posto de treinador. Para a história não fica apenas mais um jogador. Para a história fica Ferenc Puskás... um dos melhores de sempre.
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